Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/09/2018

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um organismo biológico e precisa de que todos os órgãos estejam funcionando bem para que haja equilíbrio. Nesse sentido, a mobilidade urbana é um fator imprescindível para essa homeostase social. Entretanto, lamentavelmente, no Brasil, existem desafios, principalmente relacionados ao transporte público e aos pedestres, que vão de encontro a essa integração da sociedade. Sendo assim, medidas são necessárias para mudar esse cenário.                                                                                                                                                               Em primeiro plano, durante o Governo de JK, houve uma priorização por rodovias e carros de passeio. Atualmente, como herança desse período, a realidade continua igual, uma vez que predomina, no Brasil, estradas, há incentivos governamentais para a compra do carro próprio e, de modo infeliz, o sucateamento do transporte público, o que gera engarrafamentos diários. Prova desse desequilíbrio, é que, segundo o Sindicato Nacional de Componentes para Veículos Automotores, em 2014, havia mais de 40 milhões de carros em circulação no país. Dessa forma, é notório o negligenciamento do Poder Público para com a qualidade da mobilidade urbana no Brasil.                                                             Outrossim, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a prioridade nas ruas é do pedestre. Porém, na prática, ele é colocado em último plano, pois, no geral, existem calçadas com problemas -seja buracos ou carros estacionados-, quantidade insuficiente de faixas e, pior ainda, falta de educação de empatia dos motoristas. Nesse cenário, em cidades como Salvador, é comum que os pedestres fiquem por vários minutos parados para atravessar a rua, visto que, normalmente, os motoristas não lhes dão preferência. Destarte, os pedestres também sofrem com a falta de planejamento urbano, o que causa um maior desequilíbrio social.                                                                                                        Portanto, a mobilidade urbana enfrenta desafios hodiernamente. Para haver mudança, cabe à União, com aporte do dinheiro público, investir em transporte coletivo, seja por meio do aumento de frotas de ônibus, melhora nas condições desses transportes e diminuição das tarifas, com o fito de dar às pessoas maior conforto para que elas possam fazer uso desse tipo de serviço. Ademais, é papel das escolas, com apoio do Detran, investir em projetos de educação de trânsito, através de jogos interativos, visto que essa é uma boa forma de ensinar as crianças, para que as regras do Código de Trânsito sejam respeitas e, no futuro, haja homeostase no campo da mobilidade.