Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/09/2018
A herança histórica do processo de urbanização do Brasil com planejamento insuficiente para atender as necessidades do crescimento das cidades resultam em problemas persistentes atualmente, entre eles, a mobilidade urbana. Quando o cidadão gasta horas de seu dia preso em congestionamentos em um ambiente citadino onde coisas acontecem em cadeia e, pessoas e serviços estão intimamente ligados, otimizar deslocamentos é essencial. Tal fato evidencia a carência de políticas públicas e execução de projetos em prol da melhoria da flexibilidade urbana em cidades brasileiras.
Diante dos fatos, é notório que um grande obstáculo para acabar com os grandes congestionamentos no país está associado a questão de gestão pública, onde projetos não são executados e recursos tecnológicos pouco são usados a favor dessa dinâmica. Situação como essa afeta diretamente a economia de um país, visto que prejudica a circulação de pessoas e o escoamento de serviços podendo, por exemplo, afastar investimentos e retardar seu crescimento econômico. Destaca-se a importância de investimento em transporte público e sua integração.
Além disso, é importante considerar a maneira com a qual o trânsito e a inflexibilidade prejudica a qualidade de vida do cidadão no que diz respeito a sua saúde e segurança. O Brasil ocupa a quinta posição em mortes no trânsito, do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, além dos poluentes na atmosfera que um veículo emite, afetando a qualidade do ar e saúde das pessoas. Por sorte, essa problemática pode ser resolvida se investimentos em transporte alternativos, como ciclovias, em sinalização tecnológica e educação para pedestres e motoristas forem feitas, entretanto, o país ainda sofre grandes consequências de uma antiga política rodoviária e a iniciativa pública e social para reverter essa situação é ineficiente.
Logo, com o objetivo de otimizar a locomoção de pessoas e serviços em território nacional, é preciso que prefeituras brasileiras em conjunto com secretarias de transporte e trânsito elaborem projetos que visem a melhoria do transporte coletivo com sua integração, além de opções alternativas e sustentáveis de transporte, não só em grandes centros mas também em regiões adjacentes, de maneira a diminuir a quantidade diária de veículos em circulação. Tais projetos devem ser rigorosamente monitorados por governos estaduais que irão priorizar sua continuidade e conclusão, objetivando o crescimento econômico do país e seu desenvolvimento sustentável.