Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2018

O movimento literário modernista em sua segunda fase no Brasil, ficou marcado pelo seu viés de críticas sociais, entre eles sobre ás configurações urbanas. Do mesmo modo, semelhante a essa fase o país enfrenta dificuldades para combater o inchaço da mobilidade urbana. Nesse sentido, faz-se a urgente alteração desse cenário, no qual a falta de políticas públicas para infraestrutura e a precariedade dos transportes públicos são fatores para essa questão.

Primeiramente, vale destacar as consequências da ausência de políticas públicas na infraestrutura do meio. De acordo com Bauman em seu livro “Modernidade Líquida”, retrata a falta de solidez nas relações políticas. A partir dessa visão, a insuficiência de projetos públicos, para melhorias no trânsito dos grandes centros, corrobora para um enorme inchaço no tráfego de veículos nessas metrópoles. Como conseqüência dessa carência de iniciativas públicas, colabora para um aumento dos congestionamentos, fazendo com que esses indivíduos gastem horas no trânsito, ocasionando o desencadeamento de distúrbios como o estresse.

Além disso, a precariedade dos meios de transporte público contribui para essa problemática. De acordo com site de notícias G1, cerca de 70% das frotas de ônibus em grandes regiões, estão em condições precárias, como falta de manutenção e acessibilidade. Tendo como conseqüência dessa debilidade nos transportes, inúmeras pessoas deficientes físicas não conseguem usufruir desse meio, decorrente da inexistência de elevadores. Retratando assim, uma segregação no qual esses indivíduos são tolhidos de seus direitos de ir e vir.

Nesse sentido, portanto, faz-se necessária a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. Podemos citar o Ministério do Planejamento e Desenvolvimento, em um maior investimento em obras públicas como rodoaneis, para reduzir essa saturação dos grandes centros. Outra articulação possível seria que as prefeituras municipais criarem projetos para promover acessibilidade nos meios de transporte, para que essa segregação não perpetue. Para que assim, a visão modernista seja desconstruída.