Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/10/2018
Juscelino Kubistchek,presidente do Brasil durante os anos de 1956 a 1961,investiu veemente no melhoramento e na construção de rodovias,com o intuito de viabilizar a instalação de indústrias automobilísticas no país.Notoriamente,a aplicação do plano rodoviarista trouxe diversos avanços na interligação das cidades e regiões brasileiras.Entretanto,o predomínio de um único modal de deslocamento,faz com que a demanda por meios de locomoção e transporte supere a oferta então vigente.Com isso,surge uma problemática ligada intrinsecamente ao direito constitucional de ir e vir,seja pelo aumento exacerbado no número de automóveis,seja pela falta de investimento em outros modais de transporte.
Ostentação,conforto,comodidade.Esses são alguns dos fatores,disseminados desde o período fordista, que induzem a compra de um veículo.Nesse contexto,considerado símbolo do capitalismo-o carro tornou-se desejo de consumo de muitos cidadãos e cada vez mais faz parte do cotidiano dos brasileiros.Sob essa ótica,de acordo com pesquisa do Denatran,são aproximadamente 50 milhões de veículos que circulam no país.Contudo,apesar de ser um meio mais prático de se locomover,o alto número de veículos nas ruas vêm obstruindo as vias e tornando o trânsito cada vez mais lento,além de contribuir consideravelmente para a poluição das cidades e causar estresse a quem necessita deslocar-se.
Outrossim, destaca-se como alavanca da problemática da mobilidade urbana- a falta de planejamento e investimento em modais alternativos,tanto de circulação de cargas quanto de pessoas.Sob esse aspecto,trens,metros e embarcações fluviais são pouquíssimos utilizados perante o modal rodoviarista, este que representa segundo a Confederação Nacional de Transporte 62% do tipo de locomoção utilizado no Brasil.Entretanto,o transtorno de utilizar intensamente as rodovias não se reduz a congestionamentos,o frete alto, os pedágios e as péssimas condições das vias fazem que transitar por elas fiquem cada vez mais desagradável.
Portanto,cabe as prefeituras incentivarem o uso de rodízios de placas,para que assim consiga mitigar o o congestionamento nas ruas.Ademais,campanhas midiáticas devem conscientizar as pessoas sobre as vantagens de utilizar a bicicleta,pois trata-se de um meio de transporte gratuito,saudável,além de não ser poluente.Outro ponto a ser melhorado, trata-se do governo ceder uma fatia maior da receita federal para investir de forma planejada em outros modais, como o fluvial e os sob trilhos, visando aproveitar os muitos rios que cortam cidades e o espaço territorial abundante brasileiro.Assim,dessa forma conseguirá minimizar o percalço enfrentado na mobilidade urbana canarinha.