Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Em meados da década de 40, a população rural no Brasil ultrapassava a urbana. Os meios de transporte eram a bicicleta, o trem, o cavalo e o automóvel, apenas para as classes mais abastadas. Porém, conforme ocorreu o crescimento, por vezes desordenado, das cidades, o automóvel tornou-se mais acessível, principalmente durante o governo de Juscelino Kubitschek. Dessa forma, devido à quantidade excessiva de automóveis, é inevitável que aconteça engarrafamentos, assim como a superlotação e a insegurança dos transportes públicos. Evidenciando, portanto, a necessidade imediata de mudanças.

Isaac Newton menciona, em uma de suas Leis, que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Da mesma forma, é impossível que dois carros ocupem o mesmo lugar em uma rodovia, configurando, assim, o trânsito caótico das grandes cidades. De acordo com a revista Veja, a média de lentidão no pico da manhã, em São Paulo, saltou de 65 quilômetros em 1997 para 91 quilômetros 11 anos depois. Tal lentidão, é a principal causa, aliada à intolerância, do aumento constante da violência no trânsito.

Outro fator imprescindível, é a decadência dos transportes públicos como o ônibus e o metrô. Além da superlotação e dos preços abusivos das passagens, que chegam a R$4,70 em algumas cidades do país, os usuários, sobretudo do sexo feminino, enfrentam diariamente situações de constrangimento e assédio. Ademais, a falta de segurança e iluminação nas estações, torna crescente o número de assaltos, constatando, por consequência, a atual crise da mobilidade urbana no Brasil.

Diante dessa problemática, consta-se a premência de melhorias na mobilidade urbana do Brasil. Logo, é primordial que se utilize de meios de transporte sustentáveis como a bicicleta. Para isso, é função dos governos municipais, juntamente com a iniciativa privada, o investimento em sistemas de aluguel de bicicletas, contando com um sistema eficaz de segurança e rastreamento via aplicativo, e com a construção de ciclovias. Destarte, é possível proporcionar mobilidade, segurança, e qualidade de vida aos cidadãos.