Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/10/2018
Hodiernamente, as metrópoles brasileiras têm enfrentado desafios, cada vez maiores, no que diz respeito à mobilidade urbana. Isso se deve, sobretudo, aos baixos investimentos em vias de trânsito alternativas, resultado do “marketing” voltado, historicamente, às rodovias, bem como à falta de qualidade do transporte público. Nesse sentido, são necessárias ações conjuntas das empresas privadas e do Poder Público, visando à resolução desses problemas.
Em verdade, a infraestrutura das metrópoles do País, influenciada pelas multinacionais automobilísticas do século XIX, consolidou-se pautada no uso de automóveis, desencadeando, por exemplo, construções cicloviárias tardias. Nesse contexto, a acessibilidade urbana passou a ser prejudicada pela superlotação nas estradas, assim como o espaço reservado para meios de transportes menos poluidores, como a bicicleta. De fato, segundo pesquisadores da USP, tais meios ficaram reduzidos a apenas 1% da malha viária, quadro ocasionado pelo mercantilismo exacerbado. Desse modo, é ideal que haja um apoio fiscal aos indivíduos que utilizam modos de locomoção que minimizam os transtornos gerados nas rodovias.
Ressalta-se, ainda, que o estado no qual os transportes públicos se encontram é outro fator que contribui para que a mobilidade urbana seja dificultada. Tal fato pode ser exemplificado pela insatisfação de muitos passageiros que organizaram mobilizações, na cidade de São Paulo, contra o aumento das tarifas da passagem de ônibus, pois o valor cobrado não corresponde ao conforto oferecido. Nessa perspectiva, segundo a Carta Capital, os atrasos, a superlotação e a falta de segurança são os principais aspectos que influenciam na preferência por automóveis e, consequentemente, no mau planejamento urbano. Logo, é perceptível que deve haver um melhoramento das políticas públicas, propiciando ao consumidor usufruir de um transporte de qualidade.
Diante disso, é essencial que impasses sejam revertidos, e os desafios de mobilidade sejam superados. Para tanto, as empresas privadas devem promover campanhas, ministradas por profissionais que entendam de mobilidade urbana, com o fito de incentivar funcionários a optar por modos de locomoção alternativos, auxiliando-os, financeiramente. Ademais, o Poder Público deve investir na manutenção de transportes públicos, ampliando a fiscalização e a segurança nos existentes, a fim de amenizar a ineficiência desses meios para a demanda de passageiros. Só assim, consolidar-se-á o desejado progresso coletivo.