Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/10/2018
Desde o fim da Guerra Fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumo desenfreado. Nesse aspecto, em âmbito nacional, convém destacar os desafios da mobilidade urbana, resultante do grande número de veículos nas rodovias, fomentada pela inépcia de estratégias políticas e pelo descomprometimento midiático com as causas públicas, tornando-se imprescindível a tomada de medidas que atenuem a questão.
A priori, vale ressaltar a falta de planejamento governamental como um dos propulsores do embargo. Isso se deve ao fato de que desde o processo de industrialização dos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, os meios de condução rodoviários foram preconizados, tal como evidente no slogan do ex presidente Washington Luís em 1926, o qual afirmava: “governar é abrir estradas”. Desse modo, na medida em que os centros urbanos começaram a inchar e os transportes coletivos alternativos a serem escanteados, as ruas e avenidas passaram a tornarem-se congestionadas em virtude do grande número de automotores terrestres movidos à petróleo liquefeito.
Aliado a isso, de acordo com Max Horkheimer, desde o surgimento do modelo capitalista de produção, os meio de comunicação tem por finalidade a produção de informação como forma de arrecadação financeira. Analogamente, devido a perda de sua função social e alinhado aos interesses de mercado, a indústria publicitária brasileira, através de filmes, comerciais e novelas, difunde a ideia de consumo atrelada ao sentido de afirmação socioeconômica. Assim, por ocasião de sua abrangência e persuasão, fomenta a compra de veículos particulares entre os cidadão, bem como desestimula a utilização de coletivos; o que, em larga escala, colabora para os congestionamentos rodoviários e impede a modificação dessa conjuntura.
Destarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse sentido, é imprescindível que o Congresso Nacional, mediante a elaboração de uma emenda constitucional, direcione maiores parcelas da Receita Orçamentária ao Ministério das Cidades para, em consonância com o Ministério dos Transportes, a criação de novas malhas ferroviárias e hidroviárias, sobretudo em regiões superpopulosas, como centros urbano industriais, objetivando reduzir o fluxo rodoviário e dispor à população meios de locomoção rápidos e confortáveis. Ademais, com o fito de minimizar a compra de veículos automotores particulares, os meios de comunicação, socialmente engajados, devem elaborar e difundir programas de valorização aos transportes alternativos, como bicicletas, em rádios e TV,s.