Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/10/2018
O transporte rodoviário implantado na década de 50 por Juscelino Kubitschek, teve como objetivo articular as regiões brasileiras. No entanto, não foi previsto o grande aumento populacional nas cidades, o que foi agravado com o fortalecimento da mentalidade consumista da sociedade pós-moderna, dando causa à danos irreparáveis. Dessa forma, nota-se que a mobilidade urbana é um desafio a ser enfrentado, quer seja pela negligência do Estado, que seja pelo pragmatismo social.
Dessa maneira, é indubitável que o descaso do Estado esteja entre as causas desse problema. Assim, há uma indiferença estatal, que, ao seguir os mandamentos neoliberalistas, regidos pelo imediatismo e lucro, prima pelo acúmulo econômico em detrimento do bem estar social e do meio ambiente. Prova disso são os incentivos fiscais sobre produtos industrializados, bem como a falta de investimento nos transportes coletivos e alternativos. Assim, o excesso de veículos nas cidades agrava os problemas ligados à mobilidade urbana, resultado dessa negligência estatal.
Além disso, destaca-se a contribuição social que, com o advento do capitalismo, aliado posteriormente à globalização, tornou-se excessiva e irresponsavelmente consumista, dando causa ao aumento de veículos e, por conseguinte, aumentando os desafios da mobilidade urbana. Prova disso é a afirmação do economista e pensador Adam Smith:" O consumo é a unica finalidade e o único propósito de toda a produção". Dessa forma, é possível analisar que a mentalidade social inclinada ao consumismo é o fator crucial que alimenta a produção e resulta em uma qualidade de vida precária, lesando de forma irremediável todo tipo de vida.
Nesse sentido, de modo a enfrentar os desafios inerentes à mobilidade urbana, somado à conscientização do consumo excessivo, alguns pontos devem ser observados. Dessa forma, o Estado, por intermédio das prefeituras, deve investir com orçamento federal previsto, na melhoria dos meios de transportes coletivos e alternativos, como ônibus, metrôs e ciclovias, proporcionando à população uma forma sustentável e eficaz de locomoção, contribuindo com o declínio do pensamento pragmático do consumismo, promovendo, portanto, a manutenção da qualidade de vida social.