Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/10/2018

O Brasil,com o governo de Juscelino Kubitschek no final da década de 1950 e o seu plano de tornar o país desenvolvido em até 5 anos,passou a investir na interligação do vasto território nacional, mas se limitando à construção de rodovias.Assim, nota-se a necessidade da promoção de alternativas de deslocamento nas grandes cidades atualmente,seja pelo inchaço populacional ou pela falta de rigor nas políticas públicas.Portanto, urge ao governo e à sociedade a minimização desses problemas.                Sobre esse viés, pode-se apontar como um empecilho para o aumento da variedade dos modais de transporte a influência exercida pela empresa estatal Petrobras, ao controlar as indústrias automobilísticas e as induzir a conceder incentivos fiscais na compra de automóveis e, consequentemente, o lucro dos combustíveis utilizados por estes, se concentrar na petroleira.Além disso, essa prática estimula a maior concentração de automóveis particulares e, com isso, a maior emissão de gases poluentes na atmosfera.Isso pode ser explicado segundo gestor de marketing digital Maxwell Salgado, o qual diz que, enquanto a mobilidade urbana beneficiar os automóveis e não as pessoas, o caos continuará se perpetuando,o que legitima a ideia de que quanto mais incentivos na compra de veículos, mais trânsito e poluição estarão presentes.

Além do mais, a diminuição dos limites de velocidade das principais rodovias públicas, muitas vezes, em benefício dos governantes que lucrarão cada dia mais com as multas estabelecidas,ocasionam um aumento no tempo de locomoção nos “horários de pico”, onde há a maior concentração de pessoas em deslocamento pendular. Por consequência disso, é provocado um trânsito caótico, que causa a piora das saúdes mental e física dos condutores. Assim, a ideia de Samir França sobre a vida ter um limite de velocidade e, portanto, não deve-se ultrapassar, se consolida à medida  que faz o cidadão refletir sobre viver saudavelmente ou de forma alienada ao meio.

Fica evidente,portanto, a falta de diálogo entre governo e sociedade. Cabe ao Ministério dos Transportes o investimento no modal subterrâneo,como forma de insaturar as rodovias do país,integrar maiores distâncias, transportar grandes quantidades de pessoas em menos tempo e eliminar a emissão de gases poluentes, sobrando maior espaço para o planejamento urbano na superfície da cidade. Além disso, cabe ao Poder Público, a privatização da petroleira, como o objetivo de desbancar seu monopólio e estimular o desenvolvimento de outras modalidades de veículos, como as bicicletas.Ademais, a sociedade deve exigir através de manifestações públicas a instauração de placas indicativas de limites de velocidade de acordo com o volume de carros trafegando em tempo real, a fim de aumentar o fluxo de trânsito.Assim,a sociedade caminhará cada dia mais ao desenvolvimento urbano e sustentável.