Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/10/2018
Entre a I e a II Revolução Industrial, ocorridas nos séculos XVIII e XIX, a Inglaterra viveu um grande fluxo de deslocamento do campo para a cidade - sem estar devidamente preparada, Londres registrou um grande inchaço urbano. Hodiernamente, este caso assemelha-se à mobilidade urbana brasileira, cuja demanda é grande para a pouca quantidade de melhorias. Nesse contexto, não há dúvidas de que a locomobilidade no Brasil é um desafio, o qual ocorre devido não só ao crescimento desordenado das cidades, mas também à negligência governamental.
Primeiramente, deve-se levar em conta o crescente agravo das poluições atmosféricas e sonoras causadas pelo grande número de veículos. Além disso, muitas vezes, devido à falta de planejamento, áreas indígenas ou de proteção ambiental acabam por ser desmatadas para darem lugar à ferrovias ou novas estradas, as quais, em geral, não ajudam a amenizar o problema dos congestionamentos nas cidades, causando um grande impasse.
Outrossim, o alto número de carros somado a poucas vias e grande contingente populacional causam os chamados “engarrafamentos”. De acordo com Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade aos cidadãos; entretanto, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida que os investimentos em outros modais de transporte - como ferrovias, por exemplo - são baixíssimos, causando, inclusive, perda na economia - pois as horas perdidas em engarrafamentos poderiam converter-se em horas laborais. Assim, um investimento governamental na área faz-se necessário.
Portanto, medidas são necessárias para resolver este problema. Para isso, é indispensável que, além de promover um maior uso de ciclovias e outros meios de transporte, os governos estaduais e municipais ampliem a rede pública de transportes ou a implantação do rodízio veicular, o que ajudaria, em parte, a diminuir o número de carros nas ruas. Desse modo, a realidade poderá distanciar-se da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX.