Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/10/2018
O grande fluxo da mobilidade urbana não é uma invenção atual: em meados da década de 20, o ex-presidente Washington Luiz investira profundamente em estradas com o ideal de que “governar é povoar e povoar é fazer estradas”. Com a grande preocupação rodoviária deste antigo governo e a estimulação da compra de automóveis da classe baixa e média no governo atual, a mobilidade urbana teve como seu problema o engarrafamento e a lentidão. Vê-se que é necessário buscar algum meio para suavizar essa situação.
O Brasil como país emergente em seu crescimento industrial rápido e desesperado não planejou suas cidades de forma eficaz. É perceptível que a periferia é longe dos centros urbanos, enquanto a classe alta está dentro dele. Com isso, a classe trabalhadora locomove-se diariamente do emprego para a casa, causando o inchaço urbano. É claro que não podemos colocar a culpa do engarrafamento no pobre que conquistou seu automóvel, pois a mesma é do governo que no passado que não investiu em ferrovias para a sociedade, não melhorou nossas rodovias e mesmo assim, ainda não corrigiu esse erro.
Por conseguinte, a lentidão no trânsito devido a massa de carros em más estradas tornou-se comum. Se somarmos a quantidade de horas que um paulista passa no engarrafamento por ano, equivaleria a 45 dias. É notável que essa situação afeta diretamente o transporte das indústrias (caminhões), o dia-dia dos cidadãos e o ambiente. Desta forma, tornou-se necessário intervir pela mobilidade urbana.
Diante dos argumentos supracitados, é visto que apenas melhorar o sistema rodoviário não seria suficiente. Portanto, o Governo Federal por meio do Ministério dos Transportes deve investir no sistema rodoviário, construindo mais trens e barateando o custo do metrô, a fim de minimizar a massa de automóveis no dia-dia. Além de baratear o metrô, o mesmo deve diminuir o custo do ônibus e aumentar sua qualidade para cumprir com o mesmo propósito e incentivar a população a utilizar o transporte público. Desta maneira, os impactos ambientais serão menores e será mais fácil de se conviver com a mobilidade urbana.