Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/10/2018

A partir de idéias como a de Juscelino Kubithesck, que consistiam em aumentar a malha rodoviária do Brasil para que as indústrias montadoras de veículos trouxessem filiais para o país, o número de veículos aumentou drasticamente. Esse aumento progressivo de automóveis e o mal planejamento de estradas trouxeram às cidades de alto fluxo de pessoas problemas enormes em relação à mobilidade urbana. E, a partir disso, se tornou evidente a falta de investimentos em relação às vias e em transportes coletivos.

Com o número de veículos aumentando ano após ano e a criação de novas estradas pouco se alterando no Brasil, torna-se, cada vez mais, difícil se locomover nos grandes centros urbanos. Essa falta de investimentos nas vias de transportes, que se dá devido ao alto custo desses projetos, faz com que os brasileiros gastem muitas horas por dia no trânsito, cerca de 2 horas e 49 minutos, em média, para os paulistanos.

O fato do Brasil investir pouco em transportes coletivos, como ônibus e metrôs, é um dos principais causadores dos problemas de locomoção urbana. A baixa frota desses veículos e a baixa qualidade destes, são alguns dos principais motivos para os brasileiros escolherem comprar veículos individuais, os quais ocupam um considerável espaço e transportam poucas pessoas.

Torna-se claro, portanto, que medidas são necessárias para melhorar a locomoção urbana no Brasil e, a partir disso, aumentar a qualidade de vida da população afetada. Cabe ao Ministério dos Transportes incentivar o uso dos transportes coletivos, assim como é feito no Japão, através de diminuição dos impostos nas passagens de veículos coletivos e também na melhora da qualidade destes, por meio de assentos mais confortáveis e climatização. Essas medidas devem ser tomadas a fim de que se possa reduzir o uso de veículos próprios e aumentar o de coletivos e, assim, reduzir os engarrafamentos no trânsito e melhorar a locomoção nas vias.