Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2018
A eficiência da mobilidade urbana é um importante aspecto para medir a qualidade de vida de uma cidade. No Brasil, os grandes centros enfrentam sérios desafios nesse tópico, sendo eles frutos de uma incapacidade dos municípios de portar a enorme frota de carros, que aumenta em decorrência de um transporte público incompetente.
Mormente, destaca-se como origem do problema a inaptidão dos centros urbanos em acoplar a crescente frota de carros, ainda que o transporte rodoviário no Brasil tenha sido preferido pelos governos, uma vez que esse ocupa um volume muito grande em relação a quantidade de pessoas que transporta, criando os engarrafamentos. A partir disso, depreende-se que a questão esta na organização das cidades brasileiras, majoritariamente não planejadas e dispostas pelo método tabuleiro, o qual é incompatível com o modelo adotado. Ao passo que, em metropoles ao redor do mundo, são adotados outros sistemas mais eficientes, como em Paris o vulgarmente chamado caracol.
A partir disso, observa-se a necessidade de diminuir o número de carros nas ruas. Para isso, é preciso entender que a preferência a esse meio de transporte se da a partir da ineficiência dos transportes públicos e na falta de infraestrutura para os meios alternativos. Como exemplo, tem-se a superlotação de trens, ônibus e metros, poucas linhas de metro, falta de ciclovias e precariedade das calçadas. Dessa forma, o deslocamento dentro das cidades brasileiras torna-se um desafio a ser enfrentado diariamente pela sua população, afetando de maneira negativa a qualidade de vida desses cidadãos.
Portanto, A mobilidade urbana no Brasil é marcada por problemas advindos da falta de planejamento das cidades e investimento na qualidade dos transportes públicos. Logo, é uma questão de responsabilidade do ministério dos transportes e das prefeituras, que devem diante de uma cidade já problemática, respectivamente, repassar investimentos para o aprimoramento dos meios de locomoção públicos e aplicar esse dinheiro de modo que distribua a população nas diversas formas de transporte. No entanto, nas cidades menores, as quais ainda não apresentam o problema, deve-se investir no planejamento de outros sistemas diferentes do tabuleiro, que garantam a fluidez do trânsito, para que a mobilidade urbana deixe de ser um desafio das cidades brasileiras e assim melhore a qualidade de vida dos cidadãos.