Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Júlio Verne, famoso escritor de fantasia, em sua obra “Paris no Século XX” relata: que na Paris ideal, os problemas de locomobilidade haviam sido solucionados com a construção de viadutos aéreos que tiravam o trânsito do chão levando-o para acima dos prédios da capital. Entretanto, longe da ficção e com problemas reais, o Brasil contemporâneo enfrente desafios monumentais no tocante a locomoção urbana. Visto que, a falta de planejamento adequado aliada a ineficiência dos meios alternativos afetam negativamente os deslocamentos nas cidades brasileiras.
Em primeiro plano, a priorização histórica dos meios rodoviários e vias mal construídas são base da situação caótica dos transportes. Além disso, de acordo com pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas): o número de carros de passeio cresceu cerca de 400% na última década, esses veículos, que muitas das vezes trafegam com apenas um ocupante, sobrecarregam o tráfego com mais do que ele pode suportar, o que gera congestionamentos e perda de tempo, além de diminuir a qualidade de vida da população. Portanto, diversificar as opções para locomoção é fundamental para mudar esse cenário.
Em segundo plano, as desvantagens de escolher o transporte público ou o limpo, como bicicletas, devem ser levadas em consideração. Nesse sentido, dados como os da CittaMobi, aplicativo digital, demonstram que 80% dos passageiros de coletivos sentem-se inseguros, desconfortáveis e insatisfeitos quando estão utilizando desses meios, além de dizerem que só usam-nos por não terem carro próprio. Assim, é evidente o quanto é impossível escolher os veículos de massa em detrimento do conforto e segurança dos individuais motorizados.
Levando o exposto em consideração, é mister implementar soluções para sanar os desafios da mobilidade urbana. A priori, o governo federal, por meio de uma política de incentivos e subsídios, deve transferir a prioridade para os transportes de grupo como ônibus e metros nas cidades, além de aumentar a malha de ciclovias, a fim de diminuir o número de automóveis nas vias. Ademais, as prefeituras municipais, junto das empresas rodoviárias, devem criar um programa de segurança que coloque um policial em todos os ônibus e vagões de trem, além de investir em comodidade, com intenção de erradicar roubos e melhorar o conforto dos passageiros. Só assim, a cidade ideal virá para a realidade e estará ao nosso alcance.