Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando seu percurso, a caótica mobilidade urbana é o problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores do governo e da própria população acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, no âmbito brasileiro, essa é uma questão particularmente delicada. O aumento do poder aquisitivo da população de classe média e baixa, a recente política de redução do IPI no mercado automobilístico e a precarização do transporte coletivo acarretam o crescimento do número de carros nos centros urbanos e, consequentemente, do trânsito. Assim, infelizmente, problemas como lentidão e engarrafamento tornam-se recorrentes.
Ademais, a principal causa dos problemas de mobilidade urbana relaciona-se ao aumento de transportes individuais em detrimento de outros. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, enquanto a população aumentou 12%, o número de veículos registrou um aumento de 138%. Com isso, há cidades no país que apresentam uma média de menos de dois habitantes para cada carro presente, o que inviabiliza quase todas as medidas para a garantia de um sistema de transporte mais eficiente. Desse modo, torna-se realmente inevitável a alteração do caminho da permanência do caos para a extinção.
Fica evidente, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança desse percurso. Primeiramente, é crucial que o governo incentive a população a fazer o uso dos transportes públicos, além de ser necessário, também, investir em melhores infraestruturas para os mesmo, aumentando-se as linhas de ônibus e o número de metrôs e terminais, visando uma maior adesão da sociedade. Paralelamente a essa ação, a escola como formadora de opinião, deve contribuir para a humanização do trânsito, pois a educação não deve se dar apenas aos motoristas, mas também aos pedestres, dessa forma, essa instituição deve promover palestras, debates e seminários abordando a temática com o objetivo de conscientizar as novas gerações e melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Só assim, o governo e a própria população funcionarão conforme a força descrita por Newton e mudarão o percurso da caótica mobilidade urbana na contemporaneidade.