Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2018

No século XIX,com a Segunda Revolução Industrial,deu-se origem a um marco importante para a humanidade: a evolução dos meios de transporte.Desde então,a locomoção do homem para diversos destinos foi facilitada.Porém,dois séculos mais tarde,no Brasil atual,a mobilidade urbana passa por empecilhos,devido a priorização do transporte individual,causando impactos não só sociais como também ambientais.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE),86,4 % da população Brasileira se concentra nos grandes centros urbanos.Tendo o veículo particular,ainda como o mecanismo de mobilidade de maior desejo de grande parcela da população,visando a privacidade e o conforto.

Se por um lado a utilização de carros é mais “comoda”,por outro a alta concentração desse veículo trás consequências.Engarrafamentos,maior número de acidentes no trânsito e a alta emissão de poluentes na atmosfera,são alguns exemplos que resultam muito além da questão da mobilidade,visto a priorização do transporte exclusivo promove complicações em compromissos-como atrasos no trabalho-põe em risco a segurança pública e contribui para o aquecimento global.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse.Segundo a Associação Nacional de Transporte público(ANTP),para transportar 80 pessoas são necessários 57 carros,enquanto no transporte coletivo apenas um ônibus é o suficiente.Em vista disso,o Estado deve criar campanhas nacionais através da atuação da imprensa,com o intuito de conscientizar os habitantes dos grandes centros e influenciar o uso do transporte público e meios sustentáveis como bicicletas.Ao mesmo tempo,é viável que a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana,estabeleça acordos-garantidos por lei-entre as empresas responsáveis pelo transporte coletivo,para que se estabeleça preços viáveis à população.Quem sabe assim,o transporte individual deixe de ser priorizado,diminuindo o trânsito e a poluição,sendo a mobilidade urbana facilitada como era o intuito da Segunda Revolução industrial.