Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito à mobilidade e ao bem-estar social. Entretanto, com o crescimento dos grandes centros urbanos brasileiros, surgiram problemas quanto ao fluxo dos cidadãos. Essa problemática está relacionada não só à reduzida escolha por modais diferentes, mas, também, à acessibilidade, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Deve-se pontuar, de início, que o Brasil prioriza as rodovias em detrimento de outros meios de transporte. A respeito disso, sabe-se que a expansão de estradas e o aumento de automóveis estão intimamente ligados à época da borracha, no final do século XIX. Nesse âmbito, deu-se menos prioridade às formas alternativas de locomoção, fato evidenciado pelos dados divulgados no site da UOL: mais de 40% da população usa o automóvel para se locomover. Dessa forma, as ruas das cidades constantemente ficam engarrafadas, impossibilitando a livre circulação de pessoas.

Além disso, as vias brasileiras não oferecem boas estruturas para a população. Quanto a essa questão, é comum se observar a existência de ruas esburacadas, calçadas com tamanho reduzido, sem piso tátil e desniveladas. Tal situação é comprovada pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os quais mostram que menos de 50% das ruas do Brasil são devidamente padronizadas e oferecem a acessibilidade necessária. Desse modo, pessoas com mobilidade reduzida, como os idosos e portadores de necessidades especiais, ficam ainda mais prejudicados em sua locomoção.

Portanto, indubitavelmente, a problemática analisada é um desafio a ser vencido. Para tanto, cabe ao Estado incentivar o uso de meios alternativos para o deslocamento, como as bicicletas e os ônibus, por meio de campanhas nos meios de comunicação, as quais mostrem os benefícios de tal ação para o bom funcionamento da cidade e incentivem a população a adotá-los. Outrossim, ele deve garantir uma boa estrutura das ruas e calçadas, por meio da ampliação, criação de ciclovias e padronização de calçadas. Com essas medidas, o direito à mobilidade e bem-estar social serão devidamente respeitados.