Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/10/2018
No Brasil contemporâneo, os residentes das médias e grandes cidades experimentam os incômodos efeitos da precária mobilidade urbana, o que é bastante preocupante. Esse problema se deve, sobretudo, à histórica política rodoviarista brasileira e ao inchaço das vias públicas com veículos de uso individual. Logo, há a necessidade de ações do Estado e da sociedade civil que visem ao enfrentamento dessa questão.
Nesse contexto, é importante pontuar, de início, que o Governo Federal, desde o final da década de 1950, adotou políticas que priorização o rodoviarismo em detrimento dos outros modais de transporte, o que é ratificado pelo fato de ter buscado a instalação de montadoras de automóveis no país. Nesse sentido, os brasileiros começaram a ter acesso indiscriminado a veículos, causando um aumento exponencial na frota das grandes cidades. Dessa maneira, os problemas de mobilidade não demoraram a aparecer, como lentidão, engarrafamento e estresse, o que é alarmante, pois afeta diretamente a qualidade de vida da população urbana.
Com efeito, é substantivo destacar, ainda, que muitos brasileiros têm a cultura de preferir transportes individuais a coletivos, o que intensifica ainda mais o problema de mobilidade. Dessa forma, a quantidade de veículos com poucos passageiros na rua é enorme, como mostra dados da Agência Nacional de Transportes Públicos, em que se afirma que se tem proporção de 57 carros para apena um ônibus nas vias públicas. Nessa perspectiva, vê-se que a abordagem desse problema passa pela mudança de postura da sociedade.
Portanto, é mister que o estado, por meio do Ministérios dos Transportes, destine verbas para a construção de trens e metrôs como alternativa aos transportes rodoviários, tanto para mercadorias quanto para pessoas, afim de diminuir a frota das cidades, atenuando o problema da mobilidade. Às escolas e às universidade, por meio de palestras, cabe a conscientização da população acerca da importância de se utilizar transportes coletivos, com o fito de evitar a intensificação desse problema urbano. Assim, espera-se que os habitantes das médias e grandes cidades possam experimentar uma nova forma de interação com o espaço geográfico.