Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/10/2018
O pensamento Pré-Modernista, após o contexto da Proclamação Da República no século XIX, entonou dilemas sobre significativas reformas urbanas que ocorreram no Brasil. Esse panorama auxilia na análise da questão da mobilidade urbana hodierna, tendo em vista que, o planejamento urbano desorganizado, não somente afeta a fluidez do direito de ir e vir, como também, estagna projetos relacionados à melhoria de locomoção.
Deve-se pontuar, de início, que a segregação da sociedade foi feita de tal maneira que, a parte laboral ficasse longe dos centros. Consequentemente, esse “Apartheid” gerou um desequilíbrio entre a oferta de transporte e a demanda de pessoas, posto que, a grande maioria da população depende do uso de meios públicos para se locomover. Ademais, a falta de opção para revesamento de modais se une às altas tarifas cobradas sem retorno de qualidade e investimentos
Vale ressaltar, também, a dificuldade de implantação de outras modalidades do serviço. A respeito disso, volta-se o foto do rodoviário no Brasil, agigantado no plano de metas de Juscelino Kubitschek, ter acarretado consequências de uma forma enraizada, não deixando espaço econômico para aplicações em meios ferroviários por exemplo. Dessa maneira, a estrutura dos ambientes urbanos, são inúmeras vezes impróprios para a construção de projetos que viabilizam o desenvolvimento de modais de uso sustentável, como a bicicleta, e coletivos, tal qual o metrô.
Nesse sentido, urge que o Ministério Das Cidades, em parcerias com profissionais especializados, proporcione a dinamização do espaço urbano, mediante à implementação de faixas de pedestres, revitalização de vias e desenvolvimento de lugar físico para a locomoção de transportes individuais e em massa, a fim de gerar maior fluidez no ambiente. É Imprescindível, ainda, que o Ministério Dos Transportes, junto às empresas privadas do ramo, implementem melhorias na qualidade dos veículos e aumentem às frotas, por meio do alto valor cobrado nas tarifas, para que, a partir de investimentos, os crescimento acelerado e desorganizado decorrente do século XIX seja moldado gerando padrões favoráveis de mobilidade à sociedade.