Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/10/2018
O presidente, Juscelino Kubitschek, fomentou integração de diversas áreas do Brasil, por meio de sua política rodoviarista, abrindo estradas e atraindo grandes empresas transnacionais produtoras de veículos automotores. Nesse panorama ,percebe-se que tal ação do Estado, reflete hodiernamente na péssima mobilidade urbana das grandes cidades, que tem sido intensificada pelo exorbitante número de automóveis particulares e um transporte público precário. Nesse sentido, medidas fazem-se urgentes para reverter tal quadro.
Em primeira análise, é válido ressaltar o pensamento do sociólogo Karl Marx, que afirma que o capitalismo prioriza lucros em detrimento dos valores. De maneira análoga, a grande consumo de carros e motas supersaturou as estruturas dos grandes centros urbanos, como corrobora uma reportagem exibida recentemente no Jornal Hoje da rede globo, a qual aborda que a capital paulista tem uma frota de veículos que ultrapassa 9 milhões, além de apontar também que seus cidadãos perdem em média 45 dias por ano em engarrafamentos nesse território. Dessa forma, vê-se que a locomoção é um problema vigente no país, que traz em seus efeitos uma perca de tempo imensa e prejuízos para saúde como o estresse e reações respiratórias alérgicas por uma exposição maior aos poluentes liberados pelos automotores.
Ademais, convém frisar que o Estatuto da Cidade legitimado pela Constituição da nação, estabelece que os modais públicos devem ser adequados aos interesses e necessidades da população. Contudo, tal direito é deturpado na prática, visto que a superlotação e o desconforto são uma constante em ônibus, metrô e trem. Prova disso foram as " Manifestações dos 20 Centavos" ocorrida em 2013, na qual indivíduos reivindacaram melhorias no transporte público do país. Nessa conjuntura, é notório que as pessoas são estimuladas a usarem seu próprio automóvel diante desse cenário, e com isso prejudica ainda mais a fluidez das vias, logo, alternativas são primordiais para solucionar essa situação.
Fica claro, portanto, o caótico cenário da mobilidade urbana que assola mais veementemente os desenvolvidos centros urbanos do Brasil. Dessa maneira, é imprescindível que o governo Federal, Estadual e Municipal invistam no aumento da frota de ônibus, metrô e trem, a fim que os indivíduos usem esses modais de massa em detrimento de seus veículo, assim, melhorando a fluidez do trânsito. Outrossim, o Ministério da Cidade deve planejar e construir ciclovias em tais cidades, com intuito de estimular que a população use esse transporte limpo e que ocupa pouco espaço nesse meio. Dessa forma, o direito de ir e vir assegurado pela Constituição, pode ser exercido.