Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Nosso precário ir e vir
De acordo com a Constituição Federal - promulgada em 1988 - todo cidadão, sem qualquer distinção, tem direito de ir e vir com tranquilidade e segurança. Entretanto, a realidade da mobilidade urbana no Brasil impede que isso aconteça na prática, devido não só a precariedade dos transportes públicos, como também pelo congestionamento nas vias públicas, os quais causam estresse e atrasos. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de planejamento urbano em todo Brasil para reverter esse cenário.
Primeiramente, é válido destacar a decadência do transporte público brasileiro, o qual é caro e insuficiente para a demanda diária. Desse modo, “As Manifestações dos 20 Centavos”, evidenciaram a insatisfação popular com essa alternativa de transporte. Outro ponto a ser ressaltado a cerca desse cenário é a falta de acessibilidade, que causa a segregação de portadores de necessidades especiais. Desse modo, nota-se que essa problemática está sendo negligenciada pelos órgãos responsáveis.
Além do transporte público deficitário, a superlotação das vias públicas também é fator determinante para o agravamento do transtorno. Nessa lógica, podemos analisar o aumento do número de veículos particulares nas ruas, o qual antes da Revolução Industrial era quase nulo e hoje ultrapassa a estatística de um carro por família, segundo dados do Jornal Nexo. Porém, as vias de tráfego não seguiram a proporção de aumento da demanda, pois, as mesmas são despreparadas para o fluxo existente.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado em parceria com municípios, promova a criação de novos e eficientes modais de transporte públicos, por meio da contratação de empresas privadas para construção de ferrovias e metrôs, a fim de descongestionar o modal rodoviário. Além disso, a mídia - grande influenciadora do século XXI - pode promover campanhas para a adesão de formas alternativas de transporte, como bicicletas, objetivando melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Destarte, os direitos previstos na Constituição serão respeitados.