Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2018

Será que a situação sobre os desafios da mobilidade urbana é um problema para o Brasil? Uma série de consequências devem ser analisadas. Questões como transporte coletivo precário, falta de incentivo ao uso de transportes sustentáveis e o estímulo a venda de automóveis pelo Estado podem ser levados em consideração.

Perante o que apresentado anteriormente, examina-se o primeiro ponto, o qual é a qualidade do nosso transporte coletivo. Conforme observado em cidades de grande densidade demográfica, como o Rio de Janeiro, onde foi possível observar a depredação de ônibus e, consequentemente, ocasionando uma queda do uso do mesmo.

Já o segundo ponto a ser estudado é a carência do uso de meios sustentáveis de mobilidade, por exemplo, bicicletas. Corroborado pelo artigo “Estudo acerca da mobilidade urbana no Brasil”, do engenheiro Jeferson Bigheti, o qual relaciona a falta de políticas de conscientização com a falta de usos alternativos, sendo essa relação intrínseca ao problema de mobilidade urbana.

Por fim, o terceiro ponto a ser observado é o incentivo a compra de automóveis pelo Governo, o que já remete desde do governo JK. Confirmado pelo dados estatísticos fornecidos pelo Correio Braziliense, o qual informa que, a cada 10 pessoas que adquirem veículos, 6 foram devido alguma linha de financiamento de bancos do governo.

Portanto, fazem-se necessários investimentos, pelo Ministério do Transporte, em veículos coletivos, ora no restabelecimento de ferrovias para passageiros com uma característica intermunicipal, até mesmo interestadual, para permitir uma visão melhor do transporte público para a população e, em seguida, um aumento do seu uso. Além disso, deve haver diálogos entre ONGs e lugares públicos, para conscientizar a sociedade sobre o uso de meios de transporte sustentáveis, de forma que, permita uma queda no uso de automóveis particulares que afetam o meio ambiente. Enfim, o Ministério da Cultura, que é o setor cultural do País, deve usar propagandas, em produtos convencionais na rotina brasileira, com a finalidade de incentivar a queda de compras em carros e motos, ou pelo menos, uma alternativa que permita uma mobilidade melhorada em pró de uma boa sustentabilidade, de modo que a situação sobre os desafios da mobilidade urbana não seja mais um problema para o Brasil.