Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2018

Conforme o sociólogo Émile Durkheim, o homem é o produto da sociedade. Sob esse viés, transformações advindas da globalização exigem novas atitudes quanto à mobilidade urbana no Brasil, haja vista que essa representa um grande obstáculo atual. Destarte, convém ressaltar as principais causas e os efeitos de tal temática.

Em primeira análise, é válido destacar os motivos desse contexto. Segundo a Constituição de 1988, todos possuem o direito à livre circulação entre os diversos locais do país; todavia, infelizmente, diversos fatores dificultaram a concretização dessa assertiva, tais como: a expansão do modal rodoviário nas últimas décadas e o incentivo governamental à compra de automóveis, o qual ampliou o índice de carros no trânsito brasileiro. Ademais, a quantidade insuficiente percebida no transporte coletivo contribui, largamente, com essa problemática.

Por conseguinte, surgem-se diversos infortúnios. De acordo com o site “Antp”, cada ônibus compete com mais de 50 automóveis nas vias das grandes cidades. Esse fato, frequentemente, corrobora com o aumento do  aquecimento global, por causa dos poluentes expelidos pelos veículos e ainda gera engarrafamentos, obstrução de avenidas, entre outros exemplos, os quais restringem o livre fluxo de diversos indivíduos, contrapondo-se à legislatura. Infere-se, pois, que o Poder Público tem negligenciado os direitos de muitos brasileiros quanto à mobilidade.

Fica evidente, portanto, que esse cenário hediondo urge por mudanças. Então, o Governo deve, por meio de subsídios doados pela Receita Federal, elaborar um projeto que atenue tal impasse. Nesse programa, os impostos serão utilizados pelas prefeituras e empresas responsáveis para melhorar o uso de transporte coletivo e incentivar a prática de “rodízios” dos carros circulantes. Espera-se, com essas medidas, reduzir os impactos do transporte individual e garantir os benefícios constitucionais dos cidadãos. Desse modo, o homem pode se tornar produto de uma sociedade mais equilibrada, como proposto por Durkheim.

causas: rodoviarismo, aumento do numero de carros, pouco incentivo ao transporte coletivo.

cons: engarrafamentos e poluição ambiental