Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 29/10/2018

A Revolução Industrial foi o estopim para grandes mudanças no estilo de vida das pessoas a nível mundial. Com a invenção do motor a vapor, a locomoção passou a ser feita por trens e automóveis. Esses transportes geram problemas logísticos e precisaram de projetos urbanos para sua implementação. No Brasil não foi diferente, os desafios da mobilidade urbana causam prejuízos para a população, seja pelo obstáculo do trânsito, seja pela falta de estrutura do país.

Em primeiro lugar, é preciso analisar o motivo da dificuldade na locomoção ser um problema. De acordo com Zygmunt Bauman e seu conceito de modernidade líquida, as relações humanas são pautadas pela rapidez e praticidade, logo, o tempo gasto em atividades precisa ser o menor possível, inclusive no trânsito. Contudo, a conduta individualista faz as pessoas adotarem o carro no lugar de transportes coletivos, por serem mais confortáveis e como resultado, a circulação de carros aumenta, gerando perdas econômicas, de tempo e na qualidade de vida da população por causa dos engarrafamentos.

O  problema, porém, está longe de chegar ao fim, pois a ineficiente estrutura de transporte é outro obstáculo para mobilidade urbana. Na Constituição Federal de 1988, o direito de livre locomoção  é garantido aos cidadão brasileiros, no entanto, os modais de deslocamento são deficitários e dificultam o plena implementação dessa norma, porque o país investe mais no modal rodoviário do que em outros meios, o que acarreta em problemas na integração nacional, visto que o tamanho continental e clima brasileiro não é condizente com esse sistema. À vista disso, a variação dos modais de transporte é essencial para uma melhora na mobilidade urbana.

Fica claro, portanto, que a superação das dificuldades da mobilidade é importante para o desenvolvimento do país. Dessa forma,  Ministério dos Transportes em parceria com as Prefeituras Municipais deve aumentar a destinação de impostos para obras de infraestrutura, construindo mais faixas exclusivas para ônibus e malhas ferroviárias, a fim de incentivar os uso de transportes coletivos e com isso, diminuir o trânsito e seus problemas. Além disso, por meio de análises logística, pode promover o investimento na variação dos modais de acordo com as diferenças geográficas, como é o caso da Região Norte a qual possui grande potencial hidroviário, para que o direito à liberdade de ir e vir seja garantido em sua plenitude e a integração das cidades ocorra a nível nacional. Assim, as tecnologias da Revolução Industrial serão aproveitadas ao máximo, sem empecilhos para o deslocamento urbano.