Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Após a mudança do modelo economico brasileiro para urbano-industrial, na década de 30, a paisagem urbana cresceu em importância. Não é difícil observar que a mobilidade urbana é de extrema importância na manutenção da ordem. Entretanto, a infraestrutura precária e a falta de incentivo a diferentes modais configuram um problema.
Primeiramente, cabe observar uma sociedade construída sob uma ética capitalista de acumulação de riquezas. Durante o surto industrial da metade do século XX, diversas empresas se concentraram em capitais, que se expandiram sem nenhum planejamento para abrigar operários e suas famílias, preterindo o desenvolvimento sustentável. Assim, não só é gerado um caos tremendo, mas também uma problemática econômica, haja vista que a população passa horas no trânsito ao invés de estar em atividades laboriais.
Outro fator preponderante aponta para a concentração dos modelos de transporte na indústria automobilística. Ainda sobre o modelo capitalista, cabe observar que a população se encontra cega pelo desejo de ter “status”, comprando carros demais e aumentando a frota veicular, que chegou, em 2014, à marca de 1 em cada 4 habitantes, enfraquecendo as cidades. Quando o socialista prussiano Karl Marx cita “O capitalismo gera o seu próprio coveiro” ratifica o problema do modelo econômico brasileiro.
Portanto, conclui-se que o mau planejamento das cidades e a falta de diversidade nos modelos de transporte são as principais “pedras no caminho”. Para amenizar o problema, a Prefeitura de cada cidade, sob o jugo do Governo Federal, deve incentivar o uso de diferentes modais, construindo ciclovias, aumentando as linhas de trem, que se encontram estagnadas, além de divulgar propagandas sobre a importância da mobilidade urbana consciente. Outra medida seria o aumento do número de autoestradas. Doravante, a frase na bandeira nacional " Ordem e progresso" será, de fato, verdadeira.