Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/10/2018
É dever do cidadão empático, democrático e ético discutir sobre o grave dilema relativo ao acesso a uma mobilidade urbana eficiente, em virtude de essa discursão colaborar para combater tamanho conflito, bem como para promover a harmonia social. Nessa concepção, convém analisar que tal adversidade decorre, especialmente, da ineficiência de políticas públicas de infraestrutura e do crescimento desordenado das cidades, sendo justas e iminentes providências resolutivas para combater esse descalabro social.
A princípio, faz-se necessária a reflexão sobre a estruturação dos modos de locomoção presente no país. Consoante a essa realidade, destaca-se uma pesquisa realizada pelo O Globo informa que o paulistano passa 45 dias por ano preso no trânsito. Tal dado espelha o pensamento do ex-presidente JK ao falar: “governar é abrir estradas” de forma, a desencadear uma construção desordenada de ruas, viadutos e o enorme “boom” no número de automóveis . Nesse contexto, a falta de subsídios estruturais para esse cenário segue em sentido oposto aos direitos de ir e vir garantidos no artigo 5° da Constituição.
Somado a esse viés, nota-se o elevado crescimento desenfreado das cidades provocados pela industrialização aliado ao êxodo rural. É oportuno destacar os aglomerados urbanos bem elencado pela teoria de Milton Santos acerca do caótico processo de urbanização, uma amostra disso está na pesquisa realizada pelo G1, no qual o número de moradores da cidade de São Paulo cresceu mais de 100% nos últimos 20 anos. Desse modo, tamanha incoerência e ineficiência administrativa, lança luz ao fato de ser este o país do atraso e da injúria, ao destinar “tristes fins” para novos “Policarpos Quaresmas”, vitimas de uma ineficiente mobilidade urbana.
Face a esse dilema, mostra-se imprescindível, portanto, que as prefeituras invistam em políticas públicas de infraestrutura voltadas a mobilidade urbana como ciclovias, metrôs e melhorias no transporte coletivo de modo a incentivar a população a usufruir desses serviços reduzindo assim esse inchaço de veículos. Outrossim, é plausível que as mídias televisivas incentivem a população ao uso de bicicletas e caminhadas, por meio de propagandas e telenovelas, com o propósito de o Brasil não ser um utópico país destinado à terra utópica de Policarpo Quaresma e desses Policarpos contemporâneos, brasileiros que lutam arduamente pela sobrevivência e por um Brasil igualitário e substantivamente democrático.