Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Na mitologia grega, os deus condenaram Sísifo a rolar uma pedra morro acima eternamente. Todas as vezes que Sísifo alcançava o topo da montanha, a pedra rolava até a base novamente. Esse mito pode ser associado a tentativa da sociedade brasileira de melhorar e agilizar a locomoção nos grandes centro urbanos, onde o trânsito é cada vez mais conturbado. A problemática tem suas raízes no processo de industrialização do país, e gera grandes impactos tanto no âmbito social quanto no ambiental, por isso deve ser solucionada o quanto antes.

Durante o século XX, o Brasil foi palco de um intenso processo de industrialização visado pelo então presidente Getúlio Vargas. As indústrias foram concentradas em regiões próximas, mais especificamente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Isso causou um intenso êxodo rural para as regiões sudeste e centro-oeste. Trabalhadores das demais regiões migraram em busca de emprego, e instalaram-se nas áreas periféricas, até mesmo em áreas de risco. Tal episódio fez com que os empregados tivessem que percorrer um longe percurso até chegarem ao local de trabalho, e isso persiste até os dias atuais.

Consoante, essas pessoas adquiriram veículos próprios e passaram a utilizá-los para se deslocar até o trabalho. Consequentemente, o fluxo de carros aumentou e gerou um problema corriqueiro no país: o congestionamento de trânsito. Nesse compasso, a emissão de gases poluentes provenientes da queima de combustíveis fósseis nos carros, tornou-se exacerbada e contribuiu para um problema ambiental grave, conhecido como aquecimento global.

Tendo em vista os argumentos citados, entende-se que é necessária uma ação das autoridades. O Ministério do Planejamento, juntamente com o Departamento de Trânsito (DETRAN) e prefeituras, devem promover acordos para diminuir o custo das passagens de ônibus e metrô, a fim de incentivar a população a substituir carros de passeio, isso fará com que o fluxo do trânsito diminua e por conseguinte diminuirá a queima de combustíveis fósseis. Ademais, as prefeituras devem investir em ciclovias e bicicletas comunitárias e oferecer algum tipo de recompensa para os cidadãos que utilizarem frequentemente o meio de transporte. Dessa forma, espera-se que haja uma melhora significativa na mobilidade urbana brasileira.