Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Ao longo do século XVlll, a corrente iluminista já propunha a redenção do ser humano pela ampliação do uso da ciências e da razão. Partindo desse pressuposto, o qual trouxe o desenvolvimento do bom senso para o bem comum a uma sociedade ainda repleta de obstáculos, como o prolema da mobilidade urbana no Brasil, que tem por consequência a incapacidade social de exercer efetivamente tais ideias. Em razão disso, refletir sobre os empecilhos desse contexto permite reconhecer desafios como o fato social relacionado a preferência pelo transporte automotivo que gera, por conseguinte, prejuízos ao país.                                                                                                                                                                  A priori, ao avaliar os desafios da mobilidade urbana no Brasil, destaca-se como impulsionador do problema o fator da sociedade ligado a preferência nacional por transportes automotores, como carros, motos, caminhões e carretas. Nesse ínterim, no livro ´´As regras do método sociológico,`` de Durkheim, o fato social exerce uma coerção sobre os indivíduos, no qual induz a uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Análogo a essa linha de pensamento, observa-se que esse encadeamento gera grandes consequência como o grande número de congestionamentos, devido ao grande número de automóveis, principalmente, nas cidades grandes como São Paulo.                                                                                                                                                A posteriori, ao aferir sobre os prejuízos da mobilidade urbana no país, por um prisma alusivo ao pensamento iluminista, entende-se que, de fato, uma sociedade só progride quando existe a mobilização pelo bem comum. No entanto, em razão do cenário atual brasileiro, onde os trabalhadores perdem grande parte do seu tempo no deslocamento para o trabalho, o que gera grandes prejuízos a nação, percebe-se que esse ideal não é integrante no Brasil. tendo em vista essa realidade urbana, convém ressaltar, ainda, os danos ambientais causado pelos veículos automotores por conta do dióxido de carbono (CO2), que agrava o quadro do efeito estufa no planeta.                                                             Destarte, evidencia-se que medidas cabíveis devem ser tomadas em virtude dos fatos mencionados. Faz-se mister a responsabilidade compartilhada entre a mídia e o Estado, de modo a cooperar para mitigar os desafios da mobilidade urbana no Brasil. Logo, urge a imprensa conscientizar a população sobre  maneiras alternativas de deslocamento, como caronas, bicicletas, metros e ônibus, por meio dos veículos de comunicação sociais, com o intuito de evitar prejuízos para a nação. Outrossim, ao Estado, por sua vez, cabe destinar verbas para investir em alternativas de locomoção como as já citadas, como ciclovias, estações de metro e rodoviário, com o propósito de facilitar o trajeto dos trabalhadores no meio urbano.