Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/10/2018
A urbanização acelerada foi responsável por aumentar os níveis de industrializações e de infraestruturas nos países subdesenvolvidos. No entanto, esse processo ocorreu de maneira desorganizada, gerando os inchaços populacionais, desigualdades sociais e a falta de vias rodoviárias, metroviárias e ferroviárias. Nesse contexto, observa-se que esses conjuntos de problemas interligados geram a péssima mobilidade urbana no Brasil.
Sob uma primeira análise, o Brasil é um país com uma extensa faixa territorial, porém, possui poucos investimentos nos serviços metroviários e ferroviários. Vale salientar que isso também atinge os ônibus, eles circulam em estado precário e falta acessibilidade para os deficientes, idosos e gestantes. Por conseguinte, estimula as aquisições de automóveis para a locomoção urbana, já que, os sistemas de deslocamentos ofertados pelo o Governo Federal não atende a demanda populacional. Conforme os dados do Observatório das metrópoles, entre os anos de 2002 e 2012, o número de veículos cresceu 138,6%.
Ademais, é importante frisar que a falta de transportes alternativos, como o das bicicletas, são impulsionadores da problemática. Além disso, durante o Governo de Juscelino Kubitschek houve um excessivo engrandecimento dos transportes individuais, patrocinadas pelas as grandes empresas automobilísticas. Diante de tal perspectiva, a mobilidade urbana continua sendo um grande problema para a sociedade brasileira.
Portanto, evidencia-se a mobilidade urbana como um desafio a ser superado no Brasil. Dessa maneira, urge a ação do Ministério dos transportes, no fornecimento de maiores vias metroviárias e ferroviárias no território brasileiro, por meio de investimentos financeiros e fiscalizações que garanta o bem-estar populacional. Além do mais, é necessário investir em transportes alternativos, assim, diminuirá os congestionamentos e resolverá o impasse.