Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/10/2018
Desde o mandato do ex-presidente Juscelino Kubitschek, a questão da mobilidade urbana vem sendo discutida. Com uma política rodoviarista, este priorizou investimentos em automóveis e rodovias. Contudo, pode-se inferir que, atualmente, as cidade não suportam a quantidade de veículos que circulam nela diariamente, podendo ainda causar diversos problemas, tanto de saúde como ambientais. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Convém ressaltar, a princípio, que a dificuldade enfrentada pela mobilidade urbana se inicia com o congestionamento dos tráfegos. A quantidade de veículos individuais nas grandes cidades é exorbitante, e isto dá-se não só pela má qualidade dos transportes públicos, como também pela melhoria da renda das pessoas de classe média e baixa. Diante do exposto, depreende-se que a fluidez do trânsito fica comprometida, e, distâncias que são curtas, na prática, são feitas em períodos maiores de tempo.
Ademais, este aglomerado de carros causa distúrbios na população e na natureza. Segundo Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, a inteligência é a habilidade das espécies de viver em harmonia com o meio ambiente. Diante de tal contexto, percebe-se que o homem não está convivendo adequadamente com o ecossistema. Doenças estão surgindo, como a depressão -doença do século XXI-, ansiedade e estresse, além da poluição ambiental e o aquecimento global.
Tendo em vista os aspectos abordados, medidas devem ser tomadas para melhorar a problemática da mobilidade urbana no Brasil. Faz-se necessário, portanto, que o Governo invista na melhoria dos veículos coletivos e faça campanhas de incentivo ao uso de meios de transporte alternativos, como a bicicleta, assim como na construção de ciclovias, para, dessa forma, dar opções de locomoção para a população e esta se desprender do costume de usar seus carros pessoais. A partir dessas ações, espera-se promover uma sociedade mais saudável e sustentável.