Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à transporte e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento da quantidade de veículos individuais promove o inchaço do trânsito dificultando a locomoção. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público e planejamento eficientes. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no trânsito caótico nas áreas urbanas. De acordo com o site do mundo educação, em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito, algo impensável para quem deseja uma melhor qualidade de vida no âmbito das cidades. Diante do exposto, percebe-se a situação precária que o trânsito se localiza em áreas de cidade grandes e principalmente nas regiões que se encontram a maior parte dos serviços e empregos. Também contribuindo o investimento das industrias com o mercado automobilístico negociando preços acessíveis com o propósito de também vender para a população de classes média e baixa, aumentando assim, os veículos individuais no trânsito e por consequência, gerando engarrafamentos, lentidão, estresse, entre outros.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de investimento em transporte público, e ausência de organização nas ciclovias e ciclofaixas como impulsionador do trânsito caótico nas áreas urbanas. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a carência de investimento no transporte coletivo, além de não promover conforto para os passageiros, também não possui a segurança adequada. É importante recordar a escassez da segurança em prol dos ciclistas, que por vezes, são desmerecidos através da ocupação de outros meios de transportes nas ciclofaixas e ciclovias.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o governo elabore projetos eficientes com o propósito de melhorar a qualidade dos transportes públicos, principalmente em relação ao ônibus, pois é considerado o meio de transporte coletivo mais utilizado. Também é essencial que o governo elabore campanhas para conscientizar a população sobre o espaço dos ciclistas e pedestres no transito, evitando o risco de graves acidentes, como também investir na divulgação dos benefícios da prática do ciclismo e caminhada para a saúde da população. Dessa forma, o Brasil poderia superar o transito