Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Integração saudável

Durante o século XX, o incentivo à integração nacional, de Juscelino Kubitschek, foi um dos fatores que influenciaram o desenvolvimento da indústria automobilística e predominância do sistema rodoviário no Brasil. Contudo, esse estímulo provocou um aumento exacerbado da produção de carros e no fluxo de pessoas e mercadorias por esse sistema, o que potencializou um dos grandes problemas hodiernos: os desafios mobilidade urbana. Nessa perspectiva, torna-se evidente que o inchaço no trânsito atenuou a qualidade da mobilidade urbana no Brasil, seja pelo crescente número na frota de automóveis, seja pela ausência de infraestrutura das cidades.

A princípio, destaca-se o crescimento exponencial de carros como impulsionador da baixa qualidade da mobilidade urbana. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, em dez anos, o número de automóveis cresceu em 400%. Sob tal ótica, nota-se que esse aumento, além de uma diminuição no número de passageiros de transportes coletivos, potencializa os inchaços nas avenidas, o que causa quilômetros de trânsitos e uma baixa qualidade na forma e nos meios de deslocamentos da população dentro do espaço urbano. Dessa maneira, fica evidente que a indústria automobilística e seu crescente número de vendas são fatores que potencializam os desafios da mobilidade urbana.

Há de se considerar, também, a infraestrutura ineficaz como vetor dessa problemática. Durante o final do século XX, pós a Segunda Guerra Mundial, o Brasil começou a urbanizar-se de forma rápida e desordenada, sem se preocupar com a infraestrutura urbana. Entretanto, isso se reflete diretamente nos dias atuais, visto que não houve planejamento adequado na estrutura das cidades para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos e atender às necessidades do rápido crescimento urbano. Desse modo, fica claro que a falta de infraestrutura - como sinalização, calçadas inexistentes e vias estreitas - é um dos maiores obstáculos da mobilidade urbana no país.

Infere-se, por conseguinte, que a mobilidade urbana no Brasil é algo inócuo. Nesse sentido, o DETRAN deve criar uma rotação de carros permitidos por dia, como ocorre em São Paulo, em todo território nacional, além de melhorar as frotas de transportes públicos, com o fito de atenuar o número de automóveis nas vias urbanas e o crescente número de consumo desse meio, com isso, ocorrerá uma maior possibilidade de tornar a mobilidade algo eficiente. Ademais, o Poder Público deve melhorar a infraestrutura do espaço urbano, por meio de obras que alarguem as avenidas e asfaltamento de vias públicas, com parte do dinheiro arrecadado pelo PIB, visando diminuir o trânsito nas cidades. Assim, poder-se-á, aos poucos, tornar a interação de JK algo saudável as cidades.