Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Com a valorização da indústria automobilística no governo de Juscelino Kubitschek, a mobilidade urbana cresceu de forma exponencial no Brasil. Hodiernamente, esse fenômeno - fruto da urbanização- trás consigo diversos entraves sociais e econômicos. Dessa forma, tais problemas podem revelar-se na esfera administrativa ou social das cidades, expondo problemas de segurança, poluição e segregação sócio-espacial. Por isso, é necessário compreender as raízes do problema, para que medidas de intervenção sejam tomadas.

Nesse contexto, é necessário entender que o crescimento das cidades brasileiras se deu de forma acelerada e sem planejamento. Destarte, é possível pontuar diversos problemas enfrentados pela parcela mais pobre da população, sendo a distância de suas casas até seus trabalhos o principal deles. Tal fato ocorre por conta de deslocamentos mal planejados e engarrafamentos causados pela grande quantidade de carros. Ademais, essas pessoas, muitas vezes, não têm acesso a determinados espaços, visto que, são discriminadas quando a sua posição econômica, o que configura um execrável cenário de segregação e preconceito.

Outrossim, o uso de transportes públicos é nefrálgico para a mobilidade dos trabalhadores e estudantes brasileiros. Entretanto, a má gestão desses meios - que refletem-se na longa duração do trajeto, e na falta de conforto e segurança - torna mais difícil a locomoção desses indivíduos. Não obstante, as taxas cobradas para usufruir de ônibus e metrôs são consideradas abusivas pela maior parte da população. Nessa conjuntura, somada a esses problemas, a poluição causada pelos combustíveis fosseis agrava o efeito estufa e diversos problemas de saúde.

Em suma, é necessário que medidas sejam tomadas para mitigar os atuais entraves causados pela mobilidade urbana. Por isso, o Governo deve investir em transportes públicos, promovendo mais conforto, rapidez e segurança para seus usuários. Além disso, deve incentivar o uso das bicicletas, construindo ciclovias e ciclofaixas, colaborando com a redução da emissão de gases nocivos ao meio ambiente. E por fim, cabe à Sociedade apoiar as minorias menos favorecidas, lutando e protestando pelo seu direito de frequentar livremente espaços públicos, sem sofrer discriminação. Finalmente, fazendo uso desses agentes e meios, a mobilidade urbana pode tornar-se mais segura, planejada, e responsável.