Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2018
Desde a revolução industrial, passando por Juscelino Kubitschek, culminando nos dias atuais, a mobilidade urbana é discutida no Brasil. Sob essa perspectiva, na sociedade hodierna, a dificuldade de locomoção urbana traz deletérias consequências no convívio social. Desse modo, urge a necessidade de analisar dois aspectos cruciais: a globalização e a dependência do Brasil com os sistemas rodoviários
A priori, segundo o geógrafo Milton Santos, o fenômeno da globalização é cruel e visa aspectos econômicos em detrimento dos sociais. Não obstante, o investimento em deslocamentos individuais em detrimento dos públicos é prejudicial, já que, reverbera no inchaço auto-mobilístico urbano e na exclusão dos mais pobres que ficam à mercê dos precários e ineficientes transportes comunitários que, por vezes, não atendem à demanda populacional. Nesse sentido, medidas que visaram a expansão no deslocamento individual, como proposto por Kubitschek, em 1956, refletem no atual cenário.
A posterior, a dependência da pátria verde-amarela com as malhas rodoviárias é um problema que afeta a todos. Sob essa ótica, segundo a pesquisa Custos Logísticos no Brasil, a malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no país, tendo, assim, como consequência os congestionamentos nas rodovias brasileiras, o encarecimento dos fretes para importações e a dificuldade na logística das exportações no setor agrícola, já que, muitos insumos apodrecem no meio das estradas engarrafadas. Destarte, é necessário o investimento em outras vias para a melhoria do atual cenário.
Infere-se, portanto, que a dificuldade de locomoção urbana é consequência do não investimento em transportes coletivos e da dependência rodoviária no país. Logo, cabe ao Governo Federal investir em meios públicos de transportes, principalmente, em ciclovias e no sistema metroviário, objetificando diminuir o inchaço auto-mobilístico urbano e melhorar o tráfego nas ruas para a maioria da população, juntamente a isso, é necessário que o Governo e a mídia criem propagandas de incentivo ao uso de transportes comunitários. Somente dessa forma, o escoamento de produções agrícolas e a dificuldade na deslocação urbana melhore.