Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/11/2018
No final do século XIX, com as revoluções industriais, a população cresceu descompensadamente e a necessidade de se locomover veio de imediato devido a disputa por emprego e boa condição de vida, que fez com que a população urbana aumentasse, por conseguinte aumentando o trânsito, poluição e violência. Além disso, o custo de vida da sociedade passou a ser outro, o que deu condição a mais pessoas comprarem seu próprio carro. Os reflexos dessa realidade são vistos nos empecilhos da mobilidade urbana.
Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), 70% dos brasileiros utilizam o transporte público para se locomover e, no Brasil, os custos operacionais desses meios são quase totalmente cobertos com a venda de passagens. Sendo assim é notório o alto valor exigido dos passageiros que, em sua maioria, são a parcela mais pobre da sociedade, visto que, em meados do século XX, surgiram as primeiras favelas no Rio de Janeiro, em consequência da decisão do prefeito do RJ de querer melhorar a aparência da cidade mandando para nas periferias as pessoas com menor poder aquisitivo e mantendo nas capitais a população mais nobre. Dessa forma, as pessoas com menos dinheiro são também obrigadas a gastar mais dinheiro com passagens para chegar as capitais.
Outrossim, é válido ressaltar a importância dos ônibus nas rodovias. Sua capacidade de comportar mais pessoas ajuda a diminuir a quantidade exorbitante de carros nas ruas. De acordo com o jornal O Globo, estima-se que o cidadão paulista gasta anualmente 45 dias parado no trânsito. Dessa forma, é possível notar a necessidade da redução de carros nas ruas, visto que esses, impedem que o trânsito flua na velocidade necessária. Além de com quantidade reduzida também proporcionar uma diminuição nos impactos ambientais ocasionados pelos gases poluentes gerados pelos veículos.
Torna-se evidente, portanto, que atitudes devem ser tomadas para uma melhor mobilidade urbana. Primeiramente, tendo o ônibus como meio mais sustentável e prático, cabe a Secretaria de Transporte de cada cidade, propor uma redução no valor desses veículos, para valer mais a pena sua utilização do que veículos particulares, além de facilitar a vida de pessoas com condições econômicas mais baixas. Ademais, é importante que a mídia promova campanhas para um “trânsito inteligente”, evidenciando as consequências enfrentadas pelo grande volume de veículos nas ruas, e conscientizando as pessoas sobre os possíveis hábitos para essa redução que é optar por meios de transportes limpos como a bicicleta.