Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/03/2019

Horas de espera no ponto, ônibus superlotados, quilômetros de engarrafamento, atropelamentos de pedestres e ciclistas, acidentes de trânsito constantes e fatais. Esse é o retrato da mobilidade urbana no Brasil, cuja realidade beira o caos. Nesse sentido, é essencial que sejam sanadas as falhas nessa área, para que o cidadão tenha garantido o seu direito constitucional de ir e vir, com a tranquilidade que merece.

Nesse contexto, a lei nº 12.587/2012 institui, como uma das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transportes públicos coletivos sobre o veículo individual. Todavia, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre o tema, diz que a produção de automóveis e motocicletas triplicou nos últimos 15 anos, o que representa atualmente mais de 50% das vendas.

Além disso, outro agravante do problema da mobilidade nas principais grandes cidades do Estado, é a falta de investimentos em infraestrutura. Ainda, segundo o IPEA, a tecnologia metroviária passa a ter melhores condições de viabilidade em regiões com alta densidade populacional, como Rio de Janeiro e São Paulo. Esse instituto afirma que essas duas metrópoles e outras com sistemas sobre trilhos apresentam malhas bastante reduzidas às observadas nas asiáticas, europeias e até mesmo cidades da América Latina.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se necessário ao Poder Público em parceria com a mídia, estimular os cidadãos que possuem transporte próprio, à carona solidária e incentivar o uso de transportes alternativos, como bicicletas, quando possível. Bem como, o aumento de metrôs e trens por parte dos gestores públicos para atender maior número de passageiros, e assim cumprir com o mandamento da Lei de Mobilidade Urbana.