Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/01/2019
“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”, a célebre frase da filósofa judia Hannah Arendt evidencia a necessidade de mudança de postura no que tange aos desafios da mobilidade urbana no Brasil. tal situação é originada de vido a duas causas principais: a hipertrofia urbana, e a pouca educação no trânsito.Com isso, é urgente a necessidade de parceria entre Governo e sociedade para amortização da referida problemática.
À guisa de do Governo Federal, propiciar um ambiente nas estradas e vias urbanas cada vez melhor é uma meta a ser alcançada, e para tal foi instituída a Política Nacional de Trânsito . Nesse contexto, os desafios da mobilidade urbana, por ser um problema que está fortemente ligado a hipertrofia urbana, a qual sobrecarrega a gestão pública nesse âmbito, não se encaixa perfeitamente nas metas estabelecidas pelo Governo; a exemplo disso é o estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE), no qual revela um índice de dois veículos para cada três pessoas em cidades como São Caetano do Sul; o que gera sérias consequências como congestionamentos, estresse e o desafio de acomodar com qualidade e eficiência esses contingentes populacionais. Dessa forma, medidas como filiações entre órgãos públicos, com vista a melhoria na circulação é relevante.
A posteriori, a pouca educação no trânsito é um importante tópico fomentador desse problema.Essa conjuntura valida-se no fato de que um estudo feito pelo Centro de Economia e Pesquisa (CPES), aponta que mais de 19,3 mil acidentes no trânsito foram registrados no país em seis meses, e um dos fatores principais é a falta de educação; em decorrência disso, ocorre atraso no desenvolvimento urbano, pois um dado da Agencia Brasil afirma que o prejuízo soma 96,5 bilhões de gasto público nesse âmbito. Assim, incentivar os cidadãos a responsabilidade no tráfego, além de reduzir os gastos dos cofres públicos melhora a qualidade de mobilidade e possibilita a disponibilidade de mais subsídios para desenvolver o o país nesse quesito.
Logo, a hipertrofia urbana, e a pouca educação no trânsito são, portanto, importantes vetores dessa problemática. Para desconstruir esse panorama é imperativo que o Estado em conjunto com o Conselho Nacional de Trânsito criem projetos que verticalizem o tráfego, tais como viadutos e pontes, e devem para tal fim usar os subsídios do Governo, os previstos na legislação de trânsito e contratar empresas especializadas em construções, com fito de reduzira hipertrofia; concomitantemente, o Ministério da educação, deve por meio de palestrantes especialistas em Tráfego elucidar em escolas, propagandas e nas vias urbanas e rurais com placas, a importância e os benefícios da educação no trânsito, a fins incentivar a prática. Pois assim será mais fácil combater esse dilema.