Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/02/2019
Na obra ‘‘Os miseráveis’’, Victor Hugo aborda uma importante questão: a sociedade é responsável pelas trevas que produz. Adotando como norte tal pensamento, todo o corpo brasileiro deve, hoje, saber-se responsável pela questão da mobilidade urbana, a fim de melhorar a qualidade do deslocamento nas cidades brasileiras. Logo, urge garantir o direito de ir e vir juntamente com a garantia da dignidade da pessoa humana, cujos os principais desafios dizem respeito à cultura do carro e a poluição atmosférica.
À priori, faz-se necessária uma análise diacrônica do tema. De tal maneira, constata-se que a cultura do carro é reflexo de um processo histórico. Ou seja, nossa herança rodoviarista é explicada pela política adotada no passado, que estabeleceu o veículo motorizado individual como um paradigma. Prova disso foi a construção de Brasilia, cujo deslocamento foi inteiramente pensado para ser feito em automóvel. Dessa forma, são precisos novos paradigmas como sustentáculo de uma mobilidade urbana melhor.
À posteriori, vivemos uma crise do modelo civilizatório universal. Tal fato explica, em parte, a poluição atmosférica, haja vista a falta de preocupação da sociedade, de forma generalizada, com as emissões de gás carbono lançadas na atmosfera pelos veículos motorizados. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde a falta de uma política de contenção das emissões de CO2 contribui para tal panorama. Nesse viés, um caminho possível para criar um novo modelo civilizatório seria combater o lançamento desse gás na atmosfera.
Como disse Victor Hugo, “Utopia hoje, carne e osso amanhã’’. Logo, tomando como norte esse pensamento, o estado, provedor de políticas públicas, deve incentivar o uso do transporte coletivo, através de um aumento na frota e seus itinerários. À população, enquanto cidadãos, cabe adotar atitudes ecológicas, como privilegiar o uso de bicicletas, com o objetivo de reduzir as emissões de carbono. Somente assim, transformaremos