Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/02/2019
No governo de JK na década de 50,a indústria automobilística sofreu um elevado investimento, tornando o carro mais acessível.Sob tal perspectiva,observa-se reflexos do período histórico,uma vez que a estrutura não é capaz de suportar a demanda da frota. Nesse sentido, deve-se analisar como o déficit no planejamento urbano e a má qualidade dos transportes públicos influenciam na problemática em questão.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que as cidades brasileiras não têm uma organização para suportar a quantidade de veículos que têm. Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), em 2016 a frota de automóveis cresceu 600% nos últimos anos. Isso faz com que ocorra vários problemas,dentre eles o inchaço urbano e o estresse diário que os motoristas enfrentam a ter que esperar os congestionamentos acabarem. Assim,sem tal organização, fica inviável se manter a harmonia entre pedestres e demais componentes implicantes à questão.
Em segundo plano, a péssima estrutura dos transportes coletivos faz com que as pessoas optem a escolher os meios individualizados. Além desses últimos poluírem o meio ambiente, também são os principais responsáveis pelo tráfego. A animação “Carros”, faz uma contraposição do mundo dos automóveis no filme, e que é como a organização e a infraestrutura lá são perfeitas e na realidade existe a desestruturação e a falta de qualidade organizacional. Logo, precisa haver um melhoramento nos veículos públicos a fim de que haja um maior deslocamento.
Torna-se evidente, portanto, que a questão da mobilidade urbana precisa ser revisada. Em razão disso, o Ministério dos Transportes deve impulsionar suas ações acerca da infraestrutura viária dos grandes centros urbanos do país, e em parceria com todas as concessionárias de mobilidade urbana a fim de realizar melhorias no transporte público. Assim, poderá se desconstruir a herança rodoviarista no Brasil, e será possível a garantia de um trajeto mais pacífico e sustentável.