Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/02/2019
Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas são características presentes em sua obra “Modernidade Líquida” e persistentes durante o século XX. Embora o pensamento do Sociólogo Polonês, essa realidade imediata perpetua-se com os desafios da mobilidade urbana do século XXI no brasil, e em detrimento da falta de estruturas especializadas nos campos metropolitanos, e a consonância governamental inobservante à constituição.
É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as causas principais dessa repressão urbana. De acordo com o artigo 3 da constituição, explana o dever de construir uma sociedade democrata, justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, ao seguir os últimos dados relacionados à mobilização urbana, a ação legal encontra-se distante na efetivação, haja vista a mínima expressividade desse público, ainda em vigência, no que tange a locomoção de pessoas portadoras de necessidades especiais e, principalmente a insatisfação delas que dependem dos meios de transportes, com objetivo de retornarem para seu determinado local, como é o caso dos trânsitos caóticos.
Outrossim, ressalta-se a importância de destacar a negligência estatal sendo impulsionadora dessa inercial problemática. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosas das ocupações é servir o público e ser útil as pessoas. De maneira análoga ao pensamento do filosofo francês, a atuação produtiva da sociedade encontra-se árdua no país, uma vez que estatísticas representam o numero de má sinalizações, conflitos em engarrafamentos , além do alto índice de violência, devido o desrespeito nos trânsitos caóticos e a legitimidade de não criarem mecanismos que objetivem a apuração de normas reguladoras para ameniza-la.
Fica evidente, portanto, que medidas estratégicas são imprescindíveis para resolverem esse impasse. Para que isso ocorra, o Ministério da justiça deve vigorar melhor a lei, por meio de implantações de multas ou até mesmo prisão para indivíduos que não acompanharem os aspectos normativos de trânsitos. Aliado a isso, o Ministério da Educação e Cultura(MEC) deve oferecer palestras em escolas públicas e privadas, por meio de vítimas do problema, bem com especialistas do quesito. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais do Ministério, com objetvo de ofertar mais lucidez aos desafios da mobilidade urbana no brasil. Além das ONG´s, devem dedicar para elaboração de projetos sociais, como compartilharem cartilhas que informem alternativas de tais práticas, como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da Terra”. Neste trecho da filosofa alemã a sociedade ao longo do seu desenvolvimento torna-se unida para mudar a comunidade.