Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/02/2019

“Cinquenta anos em cinco”, o governo de Juscelino Kubitschek promoveu uma série de inovações e estímulos para o segundo setor, o ramo automobilístico foi altamente influenciado e ampliado. Ao passo disso, a recente explosão do poder aquisitivo da população elevou o contingente de automóveis, afetando diretamente o direito constitucional de “ir e vir” e produzindo danos ambientais, corroborado pelo fato do caótico trânsito nas metrópoles, o Brasil reflete a precariedade dessa realidade.

Todos sabem que, em nosso país, a tempos, observa-se uma ampliação da produção de bens e, por conseguinte, do consumo, em virtude disso, o número de veículos em circulação nas rodovias crescem com celeridade. Ratificando esse fato, o país tornou-se na última década a 7ª maior economia do mundo e com um mercado demasiadamente consumista e atrativo para a indústria automobilística, no entanto, gerando antagonismo no tocante a mobilidade urbana.

Consoante a precariedade do transporte público, é fato que o mercado consumista incentiva o crescimento do número de veículos nas pistas, inviabilizando a fluidez e gerando estresse aos protagonistas dessa realidade, os usuários das rodovias brasileiras. Outrossim, esse grande contingente de automóveis acarreta a elevação da emissão de CO2, ocasionando diversos problemas ambientais e contribuindo para o aquecimento global. Em face disso, percebe-se que a precariedade da mobilidade urbana gera problemas, em especial para seus vetores – a população -.

Destarte, é necessário o governo federal, por meio do DENATRAN – órgão responsável pelo trânsito nacional -, enrijeça a fiscalização nas rodovias, ampliando o número de pedágios, outrossim, promova a integração da rede viária e desenvolva as hidrovias, além disso, os Estados promovam a expansão das ciclovias, para assim, mitigar-se os problemas pertinentes a mobilidade urbana.