Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/02/2019

Durante o Governo de Juscelino Kubitschek, o então presidente do Brasil, priorizou investimentos no setor de transportes através do Plano de Metas. Tal política desenvolvimentista incentivou o crescimento desordenado da indústria automobilística, desencadeando assim, diversas entraves na mobilidade urbana que persistem até os dias atuais.

Em primeira análise, sabe-se que a valorização do carro próprio é um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades, visto que o expressivo volume de veículos individuais é o principal responsável por congestionamentos nas rodovias, ruas e meios pelos quais circulam. Nesse contexto, é notório que o acúmulo desses automóveis no trânsito dificultam o deslocamento fluído da população, além de causarem prejuízos, estresse e graves acidentes.

De acordo com recentes pesquisas do Ibope, 50% dos brasileiros não utilizam modais de transportes coletivos, por esses oferecerem um serviço ineficaz. A grande maioria deles, apresentam atrasos constantes, passagem cara, insegurança e superlotação. Outrossim, observa-se que a mobilidade não só diz respeito aos transportes veiculares, mas também em relação à acessibilidade das vias públicas, como ruas e calçadas, que não são construídas com planejamento para atender os pedestres, ciclistas e as limitações físicas de pessoas com deficiência.

Destarte, urgem sinérgicas políticas públicas entre o Governo e a sociedade a fim de minorar os desafios do tráfego brasileiro. É imprescindível a reorganização do espaço, com a realização de planejamentos urbanos, como a construção de metrôs, ciclovias e sinalização de ciclofaixas que facilitam o deslocamento da população. Também é importante que o Ministério dos Transportes, invista capital nos coletivos para melhoria de seus serviços. Ademais, cabe à sociedade, com o objetivo de diminuírem o número de carros particulares pelas vias, optarem por veículos alternativos.