Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/03/2019
A política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada em 2012, transmitia à necessidade da reorganização do espaço com o objetivo da promoção de melhorias na locomobilidade tanto do motorista como para o pedestre. Entretanto, percebe-se que essa lei não se efetivou. Dessa forma, observa-se os inúmeros desafios da mobilidade no país, e esses se estruturam, principalmente, no desenvolvimento de meios que valorizem o transporte público em detrimento do privado, somado com melhorias na infraestrutura das cidades.
Em primeiro lugar, ao analisar que entre os anos de 2001 e 2011, o número de automóveis e motocicletas nas principais capitais, praticamento, dobrou, segundo o Observatório das Metrópoles, nota-se que um dos desafios da mobilidade se assenta nesta assimetria de crescimento do transporte privado em relação ao público. Isso se deve ao um Estado que desvaloriza o transporte público, dado que detecta que a expansão das cidades não coincidiu com o aumento das linhas de metrôs e ônibus, ademais, esses meios possuem elevadas tarifas. Além disso, há baixo incentivo para ciclovias. Em vista disso, proporciona a valorização dos veículos privados, o que resulta em congestionamentos de forma diária nas cidades. Contudo, conforme Thomas Hobbes, cabe ao governo inibir o convívio caótica, mas diante a esse quadro, percebe-se que esse órgão, muita das vezes, a fomenta.
Outrossim, a questão da mobilidade também está relacionada ao deslocamento do pedestre pelo espaço geográfico urbano. No entanto, ao observar o processo de urbanização acelerado e desorganizado que ocorreu no país, nota-se que uma das consequências é a crise de legitimidade do direito de ir e vir do cidadão, principalmente, no que tange ao deficiente físico, como por exemplo, a dificuldade de encontrar calçadas com rampas. Desse jeito, revela a falta de planejamento na infraestrutura das cidades para adequar com as necessidades da população.
Portanto, é preciso que o Estado venha executar melhorias no transporte público. Isso acontecerá por meio do direcionamento de uma maior parcela do tributo recolhido, com o objetivo de estender as linhas dos coletivos e também com a compra de novos ônibus, o que auxiliara na resolução dessa problemática. E somado, com políticas públicas que buscam reduzir o preço das passagem para que, assim, ocorra uma maior utilização do transporte público em detrimento do privado e, por conseguinte, diminua os elevados congestionamentos nas cidades. Ademais, que o Ministério da Infraestrutura aumente os números das ciclovias nas cidades e fomente a acessibilidade, como construção de rampa e corrimões, com intuito de que o espaço urbano seja mais dinâmico e o qual respeita às necessidades dos seus moradores.