Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/03/2019
O slogan “50 anos em 5”, de Juscelino Kubitschek, foi responsável construção de um grande número de rodovias. A partir da década de 60, o mapa brasileiro foi consideravelmente alterado e, com isso, os meios de transportes rodoviários se tornaram a maneira mais fácil de locomoção, conectando diferentes regiões do país. Entretanto, cerca de 50 anos depois, as rodovias que antes eram meios acessíveis para locomoção, se tornaram grande dor de cabeça para a população.
Um dos maiores motivos para os problemas causados no trânsito é a falta de transporte coletivo de qualidade. A ausência de investimento de dinheiro público e o preço das passagens nesse tipo modal são as principais causas para que ônibus e trens não sejam usados. Essa falta faz com que seja necessário mais automóveis para atender a população, e à medida que cada vez mais carros são inseridos nas ruas, a proporção de engarrafamentos aumentam, tornando ainda maior esse problema que acabou se tornando parte da paisagem brasileira.
Por conseguinte, é preciso levar em conta os problemas trazidos pelo aumento do número de automóveis nas ruas. A qualidade de vida cai consideravelmente com as consequências desse problema, acarretando problemas de saúde como estresse, e também a poluição, que cresce cada vez mais nas cidades por conta da grande liberação de dióxido de carbono, liberado pelos combustíveis comumente utilizados. Outro problema é a quantidade de acidentes que acontecem nas rodovias. No Brasil estimasse que ocorra mais de 40 mil mortes ao ano nas estradas, de acordo com a OMS.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esses problemas. Para diminuir engarrafamentos seria preciso, não a construção de novas estradas, mas sim o maior investimento por parte do Ministério da Infraestrutura, em transportes de massa, como ônibus e trens. Também seria recomendável a construção de mais ciclovias, para incentivar o uso de bicicletas e outros meios que causem menos poluição. Assim, seria possível diminuir o uso das rodovias pelo país, e então remediar os impactos que tais problemas causam não só na população, mas também no meio ambiente.