Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/04/2019
Engarrafamentos. Acidentes. Precariedade dos transportes públicos. Eis os desafios da mobilidade urbana brasileira. A ausência de políticas públicas eficientes para estimular a população a usar transportes coletivos e sustentáveis, como a bicicleta, é o principal motivo para o descaso da mobilidade. Desse modo, a preferência por meios privados, como carro, aumenta, porém os cidadãos e o meio ambiente ainda saem prejudicados.
Em primeiro lugar, sob a ótica social, a deficiência no gerenciamento do transporte urbano não incentiva os indivíduos a usarem esse meio. A frota reduzida, para uma grande demanda, resulta em atrasos e maior tempo de espera nas paradas de ônibus, o que traz insegurança para os passageiros; além do desconforto causado pela superlotação durante o percurso. Sendo assim, as pessoas preferem usar carros próprios, sendo suscetíveis à acidentes no trânsito - de acordo com o Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, houve 19.300 mortes, entre janeiro e junho de 2018.
Outrossim, o meio ambiente também é prejudicado, por causa da ausência de incentivos em ciclovias. Segundo a Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de bicicletas, o Brasil é o quarto produtor do mundo. Entretanto, com a baixa disponibilidade de ciclovias nos estados, os ciclistas precisam competir espaço com os motoristas, sendo que aqueles sofrem com o desrespeito e perigo, durante o trajeto. Logo, muitos desistem de usar a bicicleta e optam por transporte motorizado, contribuindo para emissão de gases do Efeito Estufa e outros poluentes - dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, de 2016, indicam um aumento de 4% no consumo de gasolina.
Por todos esses aspectos é necessário que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) junto aos estados e as empresas responsáveis pelos transportes, aumentem a frota dos ônibus, a malha ferroviária e as ciclovias, além de produzir meios sustentáveis. Ademais, criem campanhas, na TV e redes sociais, que impulsionem os cidadãos à usarem os meios coletivos e a bicicleta - mostrando os benefícios sociais e ambientais. E por fim, integrem os meios de transporte coletivo, como metrôs, trens e ônibus, com preços acessíveis para a população. Dessa forma, tanto o social quanto o ambiental saem ganhando.