Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 14/05/2019

De um lado, propagandas automobilísticas cada vez mais persuasivas que atingem o público-alvo e aumentam significativamente as vendas. De outro lado, trânsitos engarrafados nos horários de pico, que são uma realidade diária brasileira, especialmente nas metrópoles. Logo, a mobilidade urbana tem se tornado um caos devido à tal fluxo de carros e à superlotação nos transportes públicos. Portanto, faz-se necessária a tomada de atitude para extinguir esta situação e suas consequências.

Num primeiro momento, é notável que o fator consumismo se faz presente na indução à compra de carros. Num mundo globalizado como o atual, as pessoas se locomovem constantemente todos os dias. Como é bastante propagado nas mídias sociais, ter seu próprio automóvel é útil para todo indivíduo. Dessa forma, aumenta-se a demanda do carro como meio de transporte e consequentemente os recorrentes engarrafamentos. Afinal, o déficit existente no transporte público impede algumas pessoas de optarem por este, mas ainda há uma boa parcela da população que precisa recorrer a esse meio. Seja pela falta de investimento como pela má administração, a superlotação no transporte público resulta em atrasos e estresse para a vivência diária do povo brasileiro.

Num segundo momento, é sabido que há outros meios de mobilidade urbana pública. Entretanto, devido a obstáculos como a disponibilidade financeira governamental, opta-se pelo transporte rodoviário. Por ser mais rentável, há uma massificação que pode ser observada tanto no transporte de pessoas como de matérias-prima – em caminhões ao invés de transporte aéreo, que seria a melhor opção. De acordo com uma pesquisa do IBOPE, 83% dos entrevistados deixariam de utilizar o automóvel se houvesse um meio que atendesse às expectativas. Certamente há propostas de veículos alternativos que aliviariam o trânsito nas cidades, além de ser sustentáveis e econômicos, mas burocracias no governo impossibilitam um novo cenário.

Em síntese, há um problema que afeta a sociedade como um todo e é fundamental a tomada de medidas para ser solucionado. Cabe ao poder público de cada município investir no setor de transportes de acordo com as respectivas necessidades, melhorando a infraestrutura ofertada à população e disponibilidade que acomode a todos que utilizam, a fim de evitar a superlotação. Além de divulgar, através das mídias e no meio público, outras alternativas como o uso da bicicleta, que amenizaria bastante o fluxo que retarda o trânsito urbano. Destarte, o caos instaurado no dia a dia da população que vai às ruas deixaria de existir. Sendo assim, reduzindo e até anulando os grandes desafios da mobilidade urbana brasileira.