Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/07/2019
Desde os incentivos à expansão da política rodoviarista, promovidos por Juscelino Kubitschek em seu governo, o Brasil começa a supervalorizar os carros e caminhões em detrimentos de outros meios de transporte. Isso nos permite entender que, com a expansão rodoviária, problemas com a locomoção estão mais intensos e recorrentes nas cidades brasileiras. Assim, notam-se desafios ligados à mobilidade urbana, seja pela população desconsiderar outros meios de transportes para o dia a dia, ou por uma certa despreocupação governamental. Portanto, planos de melhorias no transporte rodoviário são fundamentais para uma melhor qualidade de vida e para resolução dos entraves relacionados à problemática.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à uma boa locomoção urbana, o excesso no uso do carro, que muitas vezes transportam um único passageiro. Diante disso, o carro possui conforto e um certo “status” para os brasileiros, que priorizam o uso dele em detrimento dos ônibus, metrôs,etc… alegando que estes precisam de melhorias e ampliação. Prova cabal disso, são os volumosos congestionamentos presentes em médias e grandes cidades, e pesquisas indicando que na cidade de São Paulo uma pessoa pode ficar, em média, 45 dias do ano “presas” no trânsito. Sendo assim, não é somente o governo que deve entender e procurar atenuar a problemática, a população também deve ter consciência e mudar alguns costumes.
Além do mais, o Poder Público ao aprovar a lei da Política Estadual de Mobilidade Urbana, mostrou a preocupação necessária com a locomoção nas estradas. Contudo, devido à falta de investimentos, e preocupação por parte de alguns governantes, isso não foi bem efetivado. Afinal, dados estatísticos mostram que boa parte das cidades ainda não apresentaram nenhum plano sobre a mobilidade urbana, e aquelas que elaboraram esse plano ainda não receberam o auxilio necessário para o início das melhorias, ou para a finalização delas. Essa situação lamentável está relacionada com a negligência governamental, e o cidadão brasileiro que paga impostos, não pode aceitar calado.
Diante do exposto, pode-se inferir que a mobilidade urbana no país não depende de um único agente. Em primeiro lugar, o Poder Público Municipal deve investir na qualidade e ampliação do transporte coletivo, e também incentivar o acesso à aplicativos de compartilhamento de carros, através de ajudas do Governo Federal (liberado quando apresentarem um plano para a mobilidade na cidade) e para aqueles indiferentes, a própria população pode fazer mutirões frente aos órgãos responsáveis pressionando a problemática abordada aos indiferentes. Somente assim, o trânsito nas cidades brasileiras tornar-se-ão menos conturbados e mais eficientes .