Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/06/2019
O governo de Juscelino Kubitschek, na década de 50, promoveu grandes incentivos à industrialização brasileira. Desse modo, sua reflexão de que “Governar é abrir estradas”, Kubitschek fomentou parcerias automobilísticas do exterior para ampliar os meios de transporte do Brasil. Nesse viés, com o crescimento da população e o descuido por parte de autoridades foram pretextos para o surgimento de tais desafios: a falta de ordenação do espaço público e a carestia de qualidade e acessibilidade nos transportes públicos.
Em primeiro plano, constata-se que a precária condição de mobilidade nos espaços urbanos são reflexos do mal planejamento dos meios públicos da cidade. Isso revela a dificuldade da maioria das pessoas que vivem afastadas — geralmente nas periferias — que são submetidas a um deslocamento longínquo por consequência da descentralização urbana. Sendo assim, é fundamental que o Poder Público desenvolva a reorganização das vias das cidades para melhor mobilidade dos cidadãos. Outrossim, é importante ressaltar a carência de qualidade e acessibilidade dos transportes públicos, o que desrespeita a Carta Magna de 1988 — lei fundamental e suprema do Brasil — já que ela garante o direito de ir e vir de cada pessoa. Isto posto, nota-se a falta de consideração por parte de instâncias encarregadas de dar o devido acesso de conforto e alcançabilidade nos transportes, o que revela — assim — o privilégio dado aos veículos particulares. Priorizando sempre o individual ao coletivo. Logo, são necessárias tais mudanças na condição dos transportes, prestigiando a qualidade e comodidade. Urge, portanto, que as Secretarias de Planejamento Urbano de cada Estado promovam a reorganização das ruas e vias urbanas, por meio de obras, para ampliar a locomoção da população. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover política públicas, por meio de investimentos nas Redes de Transportes Coletivos, para aumentar a qualidade, conforto e acessibilidade a todos os cidadãos. Assim, com efeito, tais desafios hão de ser solucionados respeitando a Carta Magna e a população verde-amarela.