Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/06/2019
Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil, durante as décadas de 50 e 60, promoveu a criação de rodovias por todo o país, devido a chegada de empresas automobilísticas estrangeiras naquela época. Entretanto, após alguns anos, os brasileiros vem sofrendo pela grande quantidade de automóveis nas estradas, gerando grandes congestionamentos. Isso, primeiramente, se deve pelo fato do Brasil ter utilizado mal os meios de transportes, abusando das rodovias e deixando de lado as ferrovias e hidrovias, por exemplo.
Colaborando com a ideia anterior, é visto que nosso país é composto por 60% de rodovias, 20% por ferrovias, 13% por hidrovias e 4% por aerovias e dutovias. Desse modo, conclui-se que há enormes frotas de caminhões trafegando nas autovias, pois é o meio mais propício para levar as cargas, já que trens, barcos e outros meios, como pode-se notar, não existem em boa parte do território, o que acarreta em grandes problemas para a mobilidade urbana.
Ademais, um levantamento feito pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos mostra que, aproximadamente 3 milhões de pessoas em todo o país deixam de usar o ônibus como transporte público diariamente. Esses dados refletem a má infraestrutura e tarifas elevadas na qual os transportes públicos brasileiros passam, sendo portanto deixados de lado por boa parte da população, que buscam então a ter um veículo próprio ao invés do coletivo.
Dado o exposto, é mister que ocorra soluções que busquem a diminuição das frotas de veículos para a melhora da mobilidade urbana. Por isso, apela-se para o governo federal uma reforma no que diz respeito a infraestrutura dos transportes coletivos, deixando-os preparados para a população utilizá-lo, promovendo menor fluxos de veículos privados nas rodovias.
Além disso, é necessário uma reforma promovida pelas Secretarias de Transportes Metropolitanos que amplifique as linhas de metrôs no nosso território, por meio de investimentos financeiros e fiscalização do funcionamento, para desse modo deixarmos a dependência rodoviária, incentivar os transportes públicos e promover uma melhor locomoção no Brasil.