Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/06/2019
Em meados do século XIX, Henry Ford, criou o carro, um automóvel que se expandiu e se tornou um dos meios de transporte mais utilizados no mundo. No Brasil, entretanto, observa-se que o uso demasiado de tal modal, juntamente com a estrutura de transporte público precária, constitui uma crise na mobilidade urbana no país.
De acordo com os fatos apresentados anteriormente, pode-se afirmar que a precariedade do transporte público brasileiro se iniciou no governo de Juscelino Kubitschek, o qual teve como principal meta o plano “50 anos em 5”, que dentre outras realizações, investiu no modal rodoviário como via majoritária de escoamento de pessoas e produtos. A esse fato, atribui-se os empecilhos para uma mobilidade urbana viável.
No que tange as informações anteriores, pode-se observar que a falta de investimentos governamentais no transporte público fomenta congestionamento de automóveis e posteriores acidentes, ônibus e metrôs lotados e estradas com buracos e falhas. Concomitantemente a esses fatos, tem-se a emissão de gases prejudiciais à natureza, devido à grande quantidade de carros, os maiores emissores. Outro fato relevante é a falta de conscientização populacional, que opta por automóveis ao invés do transporte público, mas entra em detrimento a macróbia estrutura pública de transporte.
Heráclito de Éfeso, filósofo grego, afirma que “nada é permanente, salvo a mudança”, e, em suma, para que se tenha uma mobilidade urbana adequada no Brasil, deve-se haver investimento governamental em ônibus e metrôs, a fim de aumentar a sua frota. Simultaneamente, precisa-se da criação de propagandas de conscientização da população civil, por meio das mídias sociais, com o objetivo de tornar o transporte público em uma opção viável e bastante utilizada. Em conjunto, necessita-se da utilização do modal hidroviário ou ferroviário para o escoamento de produtos, devido à sua modernidade e praticidade, e também para desafogar o congestionamento e preservar as estradas. Por fim, deve-se haver uma parceria público-privada, a fim de produzir biocombustíveis para os automóveis, visando a preservação ambiental.